O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Donald Trump não deve interferir nas eleições brasileiras e defendeu a soberania do eleitorado e a confiabilidade das urnas eletrônicas.
A declaração foi feita durante um encontro com pastores evangélicos de diversas igrejas brasileiras e de outros países. Lula disse que, daqui a 19 dias, o país decidirá o regime e o governo que deseja.
Ao mencionar o presidente dos Estados Unidos, Lula o chamou de amigo e relatou ter feito um alerta sobre a disputa eleitoral. “O povo brasileiro é soberano”, afirmou. Em seguida, disse que as eleições são um problema do povo brasileiro e pediu que Trump não duvidasse das urnas.
Lula também usou a própria trajetória política para defender o sistema de votação. Segundo ele, se as urnas pudessem fraudar o resultado, ele não teria chegado três vezes à Presidência da República.
Crítica sobre os pobres
Durante o encontro, o presidente afirmou que os pobres não são levados a sério nem respeitados. Na avaliação dele, esse grupo só ganha importância no dia da eleição, quando candidatos evitam criticá-lo e direcionam ataques a banqueiros, empresários e outras parcelas da sociedade.
Lula disse que, depois da votação, os pobres voltam a ser esquecidos, enquanto as relações com banqueiros e empresários são retomadas. Para ele, uma mudança dependeria de o povo pobre ter consciência e votar em pessoas de seu próprio mundo. O presidente citou a África do Sul como referência para essa possibilidade.




