Turquia, Egito, Indonésia, Jordânia, Paquistão, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos apoiaram a decisão do Reino Unido de proibir a importação de produtos originários de assentamentos israelenses nos territórios palestinos ocupados. A manifestação foi divulgada em comunicado conjunto nesta quarta-feira (09/09), assinado pelos ministros das Relações Exteriores dos oito países.
Os chanceleres também respaldaram a Declaração Conjunta sobre a Solução de Dois Estados, assinada por dez países europeus e o Canadá. O documento registra a intenção de adotar restrições nacionais e apoiar medidas europeias contra o comércio de bens produzidos em assentamentos considerados ilegais pelo direito internacional.
Os oito governos pediram que a comunidade internacional amplie iniciativas desse tipo e adote medidas contra atividades que apoiem ou mantenham os assentamentos israelenses no Território Palestino Ocupado. Também solicitaram a Israel a revogação de medidas ligadas à expansão dos assentamentos e à alteração do caráter geográfico e demográfico do território.
A posição foi associada à Resolução 2334, aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU em 2016, e ao parecer do Tribunal Internacional de Justiça, emitido em 19 de julho de 2024. O comunicado defende que os Estados não reconheçam como legal a situação resultante da ocupação de Israel nem prestem assistência para mantê-la.
O grupo afirmou ainda que Gaza faz parte do território palestino ocupado e defendeu a implementação plena e imediata do plano apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar o conflito. Segundo o comunicado, a iniciativa deve tratar da segurança, da estabilidade, da situação humanitária, da reconstrução e da recuperação.
Os países reiteraram que a solução de dois Estados é o caminho para uma paz justa, duradoura e abrangente. A proposta inclui um Estado Palestino independente, soberano, contíguo e viável, com base nas linhas de 4 de junho de 1967 e Jerusalém Oriental como capital.
Israel reagiu à decisão britânica com o anúncio do fechamento do consulado do Reino Unido em Jerusalém Oriental ocupada e da proibição de entrada de parlamentares no país. Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha e Suécia também declararam intenção de adotar restrições ou avaliar novas medidas contra o comércio ligado aos assentamentos israelenses.




