São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Abbas acusa Israel de guerra genocida e cobra ação internacional na ONU

Presidente palestino também criticou restrições dos EUA e pediu avanço na solução de dois Estados durante discurso na Assembleia Geral.

Abbas acusa Israel de guerra genocida e cobra ação internacional na ONU

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, acusou Israel de conduzir uma guerra genocida na Faixa de Gaza durante discurso nesta quinta-feira (24/09) na 81ª Assembleia Geral da ONU. Ele afirmou que a ofensiva provocou uma catástrofe humanitária e atingiu as necessidades básicas da população e o futuro de gerações inteiras.

Abbas disse que os palestinos estão sujeitos a assassinatos, destruição, fome e tentativas de deslocamento pelas forças israelenses. Também questionou o silêncio de alguns países e o fornecimento de armas a Israel, citando os efeitos do conflito em Gaza e na Cisjordânia.

Críticas aos Estados Unidos

O líder palestino condenou a decisão dos Estados Unidos de negar, pelo segundo ano consecutivo, vistos a funcionários da Autoridade Palestina antes da reunião anual de alto nível em Nova York. Segundo Abbas, a medida impede o acesso da delegação palestina à sede da ONU e viola as obrigações americanas como país anfitrião.

Ele pediu à administração norte-americana que suspenda as sanções e restrições, retome o diálogo e trabalhe pela solução de dois Estados com base na legitimidade internacional. Abbas afirmou que recorrer à ONU, à Corte Internacional de Justiça e ao Tribunal Penal Internacional é uma escolha pacífica.

O presidente palestino também denunciou a expansão dos assentamentos na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, além de demolições, confisco de terras e violência de colonos. Para ele, essas políticas ameaçam a existência do povo palestino e ultrapassam a destruição da solução de dois Estados.

Abbas defendeu a criação de um Estado palestino democrático, não militarizado, com respeito ao Estado de Direito e aos direitos humanos, vivendo em segurança e paz ao lado de Israel. Ele pediu proteção internacional para a população palestina, o fim da ocupação e a implementação de dois Estados.

Sobre o Conselho de Paz de Gaza, estabelecido há quase um ano, Abbas pediu que a segunda fase do acordo de paz entre Israel e o Hamas seja implementada rapidamente. Também apelou ao presidente Trump para cumprir compromissos assumidos com líderes árabes e islâmicos em setembro passado, incluindo impedir a anexação de terras palestinas e rejeitar o deslocamento forçado.

Ao encerrar, Abbas disse: “Estenderemos nossas mãos para uma paz baseada na legitimidade internacional”. Ele afirmou ainda que não quer um novo processo apenas para administrar o conflito, mas uma iniciativa que encerre a ocupação e assegure liberdade, autodeterminação, segurança e paz para palestinos, israelenses e países da região.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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