São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Mortes em Gaza chegam a 73.651 desde outubro de 2023, dizem autoridades

Balanço palestino registra 174.592 feridos e aponta que Israel mantém controle sobre cerca de 70% da Faixa de Gaza.

Mortes em Gaza chegam a 73.651 desde outubro de 2023, dizem autoridades

As autoridades de saúde da Faixa de Gaza contabilizam 73.651 palestinos mortos e 174.592 feridos desde o início da ofensiva israelense, em 7 de outubro de 2023. O balanço divulgado neste domingo (06/09) registra ainda 1.344 mortes desde o início do cessar-fogo de outubro de 2025.

A contagem pode estar subestimada. As autoridades palestinas afirmam que há vítimas sob escombros e em estradas, sem acesso das equipes de resgate. Entre quatro e cinco mil palestinos permanecem desaparecidos e podem estar mortos, segundo o Centro Palestino para Pessoas Desaparecidas e Desaparecidas à Força.

Nos últimos dias, hospitais receberam 17 feridos e 17 corpos em 48 horas. Também foram incluídos 160 mortos no balanço de agosto, depois da conclusão e da verificação dos dados. No final de agosto, quando o total era de 73.456 mortos, ataques contra a Cidade de Gaza deixaram pelo menos cinco palestinos mortos.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, afirmou que as prioridades são “o cessar-fogo, entrada de ajuda, libertação de todos os reféns e prisioneiros e a retirada israelense completa da Faixa de Gaza”. A declaração também defende a transferência das responsabilidades para o Estado da Palestina e a reconstrução do território.

Retirada israelense e plano internacional

A Organização das Nações Unidas defende uma reconstrução acompanhada de solução política, com Gaza e Cisjordânia sob um único governo palestino, em direção à solução de dois Estados. A retirada das forças israelenses permanece entre os pontos centrais do plano para o território.

Em 26 de agosto, Ramiz Alakbarov, coordenador interino da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, disse ao Conselho de Segurança que continuam as negociações para implementar a resolução 2803 e o plano abrangente para Gaza. Segundo ele, o cessar-fogo permanece frágil.

A proposta prevê o desarmamento do Hamas e de outros grupos armados palestinos, a retirada progressiva das forças israelenses, uma força internacional de estabilização e a transferência da administração civil para o Comitê Nacional para a Administração de Gaza. O plano também prevê reconstrução, transição para uma administração palestina e a manutenção do vínculo entre Gaza e Cisjordânia.

Em 2 de setembro, Riyad Mansour, representante permanente da Palestina na ONU, afirmou que Israel ocupa atualmente cerca de 70% da Faixa de Gaza e tenta anexar aproximadamente 60% da Cisjordânia. A Autoridade Palestina defende a reintegração dos dois territórios sob uma única autoridade legítima.

A violência resultou em uma acusação de genocídio em tramitação na Corte Internacional de Justiça. O Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra Benjamin Netanyahu e Yoav Gallant por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

O governo brasileiro também defende a retirada das forças israelenses e a criação de um Estado palestino. Em abril de 2025, o chanceler Mauro Vieira falou em “retirada total das forças israelenses de Gaza” e libertação dos reféns. Luiz Inácio Lula da Silva afirmou depois que não haverá paz sem um Estado palestino independente e viável, convivendo com Israel.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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