O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quinta-feira (24/09) que o país não escolheu a guerra e foi forçado a se defender após ações militares dos Estados Unidos e de Israel. Em entrevista à Fox News, disse que Teerã responderá caso os ataques continuem.
Pezeshkian declarou que o Irã está sob pressão para se render fora do direito internacional, mas rejeitou essa possibilidade. Também defendeu o diálogo para resolver diferenças e afirmou que os seres humanos não devem recorrer à violência quando houver alternativas de negociação.
Negociação e resistência
O presidente disse que o Irã está disposto a encerrar o conflito e citou um acordo assinado com Donald Trump. Segundo ele, o entendimento incluía a manutenção do Estreito de Ormuz aberto. Pezeshkian afirmou, porém, que o território iraniano foi atacado sem justificativa e mencionou a morte do líder supremo, de cientistas, comandantes militares e funcionários do governo.
Mesmo diante de sanções econômicas, a República Islâmica não planeja se render, afirmou o presidente. “Continuaremos a resistir até o fim”, disse. Pezeshkian também negou que Teerã tenha buscado desenvolver armas nucleares e afirmou que o país estava preparado para reduzir significativamente seu estoque de material enriquecido por meio de negociações.
Plano de sete dias
O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, apresentou uma proposta para encerrar o conflito em sete dias, à margem da 80ª Assembleia Geral da ONU. O plano prevê a suspensão das hostilidades em todas as frentes, incluindo Gaza e Líbano, além da reabertura do Estreito de Ormuz.
A proposta também inclui a liberação, pelos Estados Unidos, de ativos iranianos congelados estimados em pelo menos US$ 12 bilhões, a suspensão das sanções ao petróleo do Irã e o fim do bloqueio naval. O estreito seria reaberto no último dia do período, enquanto as negociações sobre o programa nuclear começariam imediatamente.




