O Exército israelense disse que manterá operações contra o Hezbollah no sul do Líbano, mesmo sob o compromisso de cumprir o acordo de cessar-fogo. A declaração ocorreu após ataques que mataram ao menos 12 pessoas na região, a maioria de uma mesma família.
Israel afirmou ter atingido instalações de infraestrutura do movimento depois que dois drones carregados com explosivos foram lançados contra seus soldados. O país intensificou a ofensiva desde que anunciou, na quinta-feira, o controle da colina de Ali Taher, posição estratégica do Hezbollah em Nabatiye.
Em Kfar Reman, um ataque destruiu completamente um edifício residencial de três andares e matou 11 pessoas. Entre as vítimas estão duas crianças e quatro mulheres, informou o Ministério da Saúde libanês. Livros didáticos e restos de móveis ficaram espalhados pelos escombros.
Na mesma localidade, um socorrista de 18 anos morreu e outro ficou ferido em um bombardeio. A Agência Nacional de Informação, órgão oficial, havia divulgado inicialmente que dois socorristas tinham sido feridos.
Os moradores de Kfar Reman haviam retornado às suas casas após a trégua de junho, depois de serem deslocados durante a guerra entre Israel e Hezbollah. “Desde que voltamos, vivemos angustiados”, disse Fuad Chakaron, morador do bairro. Segundo ele, no prédio atingido viviam “pessoas que não tinham nenhum vínculo com ninguém”.
O balanço do Ministério da Saúde libanês aponta 27 mortos em ataques no sul desde sexta-feira. As ofensivas israelenses provocaram mais de 4.300 mortes, segundo autoridades libanesas, depois que o Hezbollah lançou, em março, ataques contra Israel em apoio ao Irã.
As hostilidades diminuíram desde o fim de junho, após um protocolo de acordo entre Estados Unidos e Irã e um acordo entre Líbano e Israel. Ainda assim, Israel realiza ataques esporádicos na faixa fronteiriça ocupada, que tem quase 10 quilômetros.



