São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Exército libanês acusa Israel de 7.700 violações de acordo no sul do país

Forças Armadas dizem que ataques impedem o desdobramento de tropas e relatam apreensão de armas, munições e explosivos em áreas-piloto.

Exército libanês acusa Israel de 7.700 violações de acordo no sul do país

O Exército libanês acusou Israel de registrar cerca de 7.700 violações do acordo assinado em 26 de junho de 2026 e exigiu a interrupção dos ataques no sul do país. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (09/09), a instituição afirmou que as ofensivas dificultam o avanço do entendimento e o desdobramento das tropas libanesas nas regiões previstas.

As Forças Armadas disseram que militares israelenses abriram fogo nas proximidades de soldados e patrulhas do Líbano. Também relataram uma nova onda de deslocamentos de civis em áreas antes consideradas seguras.

“A continuação e a escalada desses ataques, juntamente com as brutais operações de demolição e bombardeio no sul, não deixam dúvidas sobre as intenções agressivas de Israel”, afirmou o Exército libanês. A instituição declarou que as ações violam a soberania e a segurança do Líbano e comprometem os esforços para estabelecer estabilidade.

A denúncia foi divulgada após uma escalada dos ataques israelenses. Em Kfar Roummane, no distrito de Nabatieh, 13 pessoas, incluindo integrantes de uma mesma família, morreram entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira. A intensificação ocorreu depois de Israel anunciar o controle da cordilheira de Ali Taher.

Operações nas áreas-piloto

O acordo prevê a retirada do Exército israelense do território libanês em troca do desarmamento do Hezbollah. Dois meses e meio depois da assinatura, as partes permanecem na primeira etapa, que envolve Zawtar Gharbieh, Froun e Srifa.

O Exército libanês informou ter instalado seis pontos de controle permanentes e 13 postos de observação nas estradas de acesso às três localidades. As tropas passaram a fazer patrulhas a pé e em veículos durante 24 horas por dia, além de remover e confiscar armas, munições e explosivos.

Segundo o balanço, foram apreendidos cerca de 1.818 armamentos e munições, incluindo dez lançadores de foguetes, sete foguetes e seis drones. As unidades também atuaram para impedir a presença de grupos armados e atividades não autorizadas pela legislação libanesa.

As tropas removeram escombros, reabriram aproximadamente 12 quilômetros de estradas e participaram da recuperação de corpos. Em Zawtar Gharbieh, cerca de 70% dos moradores retornaram para inspecionar suas propriedades, mas somente 16% — aproximadamente 60 das 450 famílias — voltaram a viver na localidade. O Exército afirmou que 85% das casas foram destruídas completamente e 15% sofreram danos parciais.

Governo cobra soberania

A divulgação ocorreu após uma reunião de segurança no Palácio Presidencial de Baabda, com a presença do comandante do Exército, general Rodolph Haykal. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse que qualquer vazio de segurança no sul pode ser usado como pretexto para ataques à soberania nacional.

Aoun defendeu as negociações com Israel e afirmou que a decisão foi tomada no interesse do Líbano. Também declarou que a lealdade dos libaneses deve estar voltada ao próprio país.

O primeiro-ministro Nawaf Salam apoiou as medidas das Forças Armadas para ampliar o destacamento em vilarejos e cidades desocupadas, facilitar o retorno dos moradores e garantir o funcionamento das instituições e dos serviços governamentais.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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