DUBLIN — O Google afirmou que o processo trata de políticas antigas, que foram atualizadas desde então. Em comunicado, a empresa disse que, desde 2019, aprimorou suas práticas e adotou ferramentas para facilitar o controle dos dados de localização.
A declaração veio após a Comissão Irlandesa de Proteção de Dados (DPC) aplicar uma multa de 403 milhões de euros — 462 milhões de dólares, ou 2,37 bilhões de reais. O órgão supervisiona as atividades do Google na União Europeia e atua em nome do bloco.
A acusação envolve o uso de dados de geolocalização dos usuários entre maio de 2018 e fevereiro de 2020. Para a DPC, as falhas poderiam dificultar a percepção dos usuários sobre a utilização de sua localização para influenciá-los por meio de anúncios ou inferir seus interesses.
“Desde 2019, evoluímos consideravelmente nossas práticas”, afirmou o Google.
A penalidade é a quarta mais elevada aplicada pela DPC. A sede continental do Google fica em Dublin, na Irlanda. Graham Doyle, comissário adjunto do órgão, afirmou que as falhas estavam relacionadas à forma como o uso da localização poderia afetar os usuários.




