São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Agricultura ocupa 63% da Mata Atlântica; soja e cana ampliam áreas

Levantamento do MapBiomas mostra avanço agrícola, regeneração de áreas nativas e maior pressão sobre vegetação secundária.

Agricultura ocupa 63% da Mata Atlântica; soja e cana ampliam áreas

A agricultura ocupava 63% da Mata Atlântica em 2025, enquanto a vegetação nativa cobria 32% do território do bioma. A área agrícola somava aproximadamente 20,5 milhões de hectares, equivalente a 19% da extensão total, segundo levantamento do MapBiomas com dados de 1985 a 2025.

A expansão ocorreu principalmente sobre pastagens, que perderam cerca de 11 milhões de hectares no período. A conversão dessas áreas para a agricultura respondeu por 19% das mudanças de cobertura e uso da terra registradas em 41 anos.

Soja, cana e silvicultura

A soja ganhou 8,7 milhões de hectares e chegou a 11,11 milhões de hectares em 2025, área 4,6 vezes maior que a registrada em 1985. A cana-de-açúcar avançou 5 milhões de hectares, alcançando 6,15 milhões de hectares, 5,3 vezes a área de 1985.

A Mata Atlântica reunia, em 2025, 25% da soja, 50% da cana-de-açúcar, 68% do café e 34% do citrus mapeados no Brasil. O café ocupava 833 mil hectares, e o citrus, 141 mil hectares.

A silvicultura cresceu 3,8 milhões de hectares e atingiu 4,9 milhões de hectares em 2025. Metade da área de silvicultura mapeada no país estava no bioma, com Paraná e Santa Catarina concentrando 46% desse total.

Regeneração sob pressão

Apesar da expansão agrícola, o bioma ganhou mais de 8 milhões de hectares de vegetação secundária desde 1985. Hoje, um em cada quatro hectares de vegetação nativa corresponde a áreas que voltaram a crescer após o desmatamento.

A pressão recente, porém, atingiu principalmente essas áreas em regeneração. Entre 2021 e 2025, foram suprimidos 1,2 milhão de hectares: 700 mil de vegetação secundária e 500 mil de vegetação madura. Assim, 60% da supressão dos últimos cinco anos ocorreu em vegetação secundária.

A vegetação madura perdida ao longo de 41 anos somou 9,7 milhões de hectares. A partir dos anos 2000, a supressão de vegetação nativa ficou abaixo de 2 milhões de hectares em cada período de cinco anos. Rio de Janeiro e São Paulo foram os únicos estados sem perda de vegetação nativa no intervalo.

A coordenadora técnica da Mata Atlântica do MapBiomas, Natália Crusco, afirmou que a regeneração é fundamental para a recuperação do bioma e defendeu evitar novas perdas de vegetação madura e secundária.

As áreas urbanizadas aumentaram 2,5 vezes entre 1985 e 2025, com acréscimo de 1,3 milhão de hectares, chegando a 2,3 milhões de hectares. Em 2025, 52% da área urbanizada do Brasil estava na Mata Atlântica. Mais de 80% dos municípios do bioma tinham menos de mil hectares urbanizados; São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba superavam 30 mil hectares.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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