O Bolsa Família terá reajuste de 15,04% a partir de outubro de 2026. Com a correção, o valor mínimo pago por núcleo familiar passará a R$ 691. O cálculo considera a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e os depósitos serão feitos automaticamente nas contas bancárias habituais, sem necessidade de novo cadastro presencial para quem está com os dados regularizados.
A atualização será restrita à estrutura do Bolsa Família. Por isso, não haverá aumento automático em outros benefícios assistenciais ou previdenciários. O Benefício de Prestação Continuada (BPC) permanecerá inalterado, pois segue as regras próprias de reajuste do salário mínimo nacional.
Valores por integrante
O Benefício de Renda de Cidadania passará a pagar R$ 164 por integrante da família. O Benefício Primeira Infância será de R$ 173 por criança de até sete anos incompletos. Já o Benefício Variável Familiar terá valor de R$ 58 por pessoa elegível, incluindo gestantes, lactantes e jovens.
A legislação permite que Bolsa Família e BPC sejam recebidos pelo mesmo grupo familiar, desde que a renda por pessoa fique abaixo do limite previsto. Para a acumulação, a soma dos rendimentos da casa, dividida pelo número de moradores, deve resultar em valor inferior a R$ 218 mensais por pessoa.
O valor pago pelo BPC entra obrigatoriamente nesse cálculo. Famílias com mais moradores podem permanecer abaixo do limite, enquanto grupos menores podem superar o teto com a inclusão do benefício, impedindo o recebimento simultâneo.
Atualização do CadÚnico
Os dados do Cadastro Único (CadÚnico) devem ser mantidos atualizados. Mudanças na composição familiar, no endereço, no emprego ou na renda precisam ser informadas aos postos de atendimento. A atualização busca evitar bloqueios ou cancelamentos provocados por divergências identificadas em auditorias governamentais.



