TEERÃ — O Irã anunciou que pretende criar, nos próximos dias, uma zona de proibição de circulação marítima nas proximidades do Estreito de Ormuz. A medida foi comunicada por Mohsen Rezaei, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, em declaração transmitida pela televisão estatal iraniana.
A área começará na linha do bloqueio da Armada dos Estados Unidos e incluirá setores do Golfo Pérsico. Rezaei afirmou que qualquer embarcação que entrar na zona será incluída em uma lista de sanções.
O anúncio ocorreu horas depois de as Forças Armadas iranianas reivindicarem um ataque contra um drone naval dos Estados Unidos. A ação foi apresentada como resposta ao bombardeio de três navios-petroleiros iranianos no dia anterior.
Rezaei, veterano da Revolução Islâmica de 1979 e da Guerra Irã-Iraque, havia antecipado durante a semana que o governo preparava uma nova estratégia para o conflito, com ações militares e disputas diplomáticas e econômicas. Até então, nenhuma medida concreta havia sido detalhada.
Escalada nas declarações
O presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Bagher Ghalibaf, também elevou o tom contra Washington. Em discurso transmitido pela mídia iraniana, ele afirmou: “A era das respostas proporcionais terminou”. Ghalibaf disse que agressões contra os interesses e a segurança do Irã teriam uma resposta mais rápida, mais intensa e mais dolorosa.
A Guarda Revolucionária afirmou ter atingido no sábado três petroleiros que faziam travessias não autorizadas no Estreito de Ormuz e três navios americanos em outras áreas. O grupo recomendou que as demais embarcações evitassem rotas não aprovadas por Teerã.
O governo americano afirma ter restabelecido o fluxo de petróleo transportado pelo estreito a um nível semelhante ao registrado antes da guerra.




