PARIS — O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que o país busca um acordo de segurança com Israel para encerrar o estado de hostilidade entre os dois países.
Aoun disse que a proposta não tem como objetivo ampliar o confronto. O plano, segundo ele, inclui expandir a autoridade do Estado e concentrar as armas sob controle estatal, sem provocar conflitos civis ou derramamento de sangue interno.
“O objetivo não é o confronto”, afirmou o presidente. Ele também defendeu que a transferência do controle das armas seja conduzida de forma responsável.
Força internacional
Beirute quer uma força alternativa para substituir a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) após o fim de seu mandato. A intenção é evitar um vácuo de segurança.
Para Aoun, qualquer força futura deve atuar dentro de uma estrutura legal clara, respeitar a autonomia libanesa, apoiar o Exército Libanês e fortalecer o Estado, sem substituí-lo.
O presidente pediu apoio dos Estados Unidos, da Europa e dos países árabes ao Exército Libanês. Ele afirmou que as responsabilidades atribuídas aos militares exigem assistência internacional para reforçar o Estado e suas instituições.
Na quinta-feira (17/09), Aoun participará, ao lado do presidente francês, Emmanuel Macron, e do rei Abdullah II da Jordânia, da abertura de uma reunião preparatória para a conferência internacional de apoio ao Exército Libanês e às Forças de Segurança Interna.
Ao chegar ao aeroporto de Paris-Le Bourget, o presidente afirmou que sua presença representa o compromisso do Líbano com a ampliação da autoridade estatal, o controle exclusivo das armas e o fortalecimento das instituições.




