São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Denúncia de alerta dos Emirados antes de 7 de Outubro amplia pressão sobre Netanyahu

Oposição acusa o primeiro-ministro de ignorar avisos sobre uma operação do Hamas; governo nega contato e especialistas veem impacto eleitoral limitado.

Denúncia de alerta dos Emirados antes de 7 de Outubro amplia pressão sobre Netanyahu

Uma denúncia de que Benjamin Netanyahu teria sido alertado sobre uma operação planejada pelo Hamas antes dos ataques de 7 de Outubro de 2023 ampliou a pressão da oposição sobre o primeiro-ministro de Israel. O aviso teria sido transmitido pelo presidente dos Emirados Árabes Unidos, o xeque Mohamed Bin Zayed, em uma ligação de cerca de 45 minutos, uma semana e meia antes dos ataques.

O gabinete de Netanyahu classificou a informação como “uma completa mentira”. Em comunicado, afirmou que, no período citado, o primeiro-ministro não conversou com o presidente dos Emirados Árabes Unidos nem recebeu qualquer aviso dele. O governo emiradense não negou o relato, mas não comentou diretamente o caso. Disse que os órgãos dos dois países mantêm uma linha direta de comunicação desde o início da relação entre Israel e os Emirados e que informações de inteligência continuam sendo compartilhadas quando necessário.

Reação da oposição

Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar, afirmou que há cada vez mais indícios de que Netanyahu conduziu Israel ao fracasso dos ataques de 7 de Outubro. Ele também disse que o primeiro-ministro recebeu dezenas de avisos e os ignorou. Eisenkot prometeu criar uma comissão estatal de investigação caso seu partido forme o próximo governo.

O ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, líder do partido Yahad, declarou que a informação é verdadeira e atribuiu a Netanyahu responsabilidade pessoal e direta pela omissão que levou à morte de milhares de israelenses. Yair Golan, líder do partido Os Democratas, afirmou que Netanyahu é culpado e prometeu uma comissão para revelar toda a verdade. Golan responsabilizou o primeiro-ministro pela morte de 1.200 israelenses em 7 de Outubro.

Efeito sobre a eleição

Faltam menos de 50 dias para a eleição geral de 27 de outubro, a primeira realizada depois dos ataques de 7 de Outubro e das guerras em Gaza, no Líbano e no Irã. Antes da denúncia, as pesquisas indicavam que os partidos da atual coalizão de Netanyahu não conseguiriam formar uma maioria novamente.

O historiador João Miragaya avaliou que a revelação dificilmente mudará de forma decisiva o resultado. Para ele, os eleitores de Netanyahu não devem alterar sua posição por causa da informação. Dan Orbach, historiador da Universidade Hebraica de Jerusalém, também previu efeito limitado sobre os eleitores indecisos e disse que o caso tende a reforçar a polarização política.

O prazo para entrega das listas partidárias terminou às 22h de 8 de setembro. O Knesset tem 120 cadeiras, e uma coalizão precisa de pelo menos 61 parlamentares. O Likud, partido de Netanyahu, aparece nas pesquisas com previsão de obter entre 22 e 25 cadeiras. Para conquistar representação, os partidos precisam superar a cláusula de barreira de 3,25% dos votos válidos.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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