O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira (16) que o país pode retomar a guerra em larga escala na Faixa de Gaza e iniciar a expulsão dos palestinos que vivem no território.
Katz disse que 70% de Gaza foram esvaziados durante a ofensiva israelense iniciada após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. A declaração ocorreu em resposta a críticas de outro candidato de direita às eleições de 27 de outubro.
Cessar-fogo e desarmamento
Em comunicado, Katz afirmou que o cessar-fogo anunciado em outubro de 2025 pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tinha “um valor supremo para todos os israelenses” por permitir o retorno dos reféns que ainda estavam em Gaza.
O desarmamento do Hamas, previsto no acordo, não deve ocorrer, segundo o ministro. Por isso, ele declarou que o Exército está preparado para concluir a operação contra o grupo quando receber essa orientação e, depois, colocar em prática o plano migratório.
O embaixador dos Estados Unidos, Mike Huckabee, negou a existência de um plano para “deslocar pessoas para fora de Gaza contra sua vontade”. Katz classificou a proposta como voluntária e afirmou que a maioria dos palestinos deseja deixar o território.
Quase toda a população de Gaza foi deslocada internamente, enquanto grande parte do território ficou em ruínas após a guerra. O ataque contra Israel matou 1.221 pessoas e levou 251 reféns para Gaza, segundo números oficiais israelenses. A campanha israelense matou mais de 73.700 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas. A ONU considera o número confiável.



