São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Trump muda tom sobre Cuba após ameaças de força militar na região

Presidente americano diz que espera um entendimento com Havana, enquanto ilha enfrenta apagões de mais de 30 horas na capital.

Trump muda tom sobre Cuba após ameaças de força militar na região

Cuba enfrenta apagões que passaram de 30 horas na capital e chegaram a mais de 60 horas consecutivas em outras províncias. O governo cubano atribui a crise a Washington, enquanto os Estados Unidos responsabilizam a gestão econômica interna.

Nesse cenário, Donald Trump afirmou neste sábado (26) que espera alcançar um entendimento com Havana sem recorrer às Forças Armadas. “Eu diria que Cuba e nós faremos um acordo”, disse o presidente a repórteres na Casa Branca. Em seguida, declarou: “Não acho que precisaremos recorrer aos militares.”

A declaração representa uma mudança em relação à ameaça feita por Trump na Assembleia Geral da ONU, na última terça-feira (22). Na ocasião, ele mencionou a possibilidade de empregar força militar na América Latina e no Caribe. Os principais alvos citados foram os cartéis de drogas do continente, comparados pelo presidente ao Estado Islâmico.

Trump também citou Cuba no discurso. Disse que o secretário de Estado, Marco Rubio, tentava negociar com a ilha e voltou a defender uma mudança no comando de Havana. A delegação cubana deixou a assembleia durante a fala. Depois, o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, acusou Trump de propagar mentiras e afirmou que Cuba tem o direito de ser um país soberano e independente.

Pressão sobre a rede elétrica

A rede nacional cubana depende de sete usinas termelétricas. Desde janeiro, segundo as autoridades da União Elétrica de Cuba (UNE), um bloqueio petrolífero e outras sanções impostas pelo governo americano dificultam a chegada do combustível usado pelas usinas, geralmente diesel importado.

As autoridades da UNE dizem que o fornecimento desse combustível permitiria recuperar a rede com mais rapidez. Havana responsabiliza os Estados Unidos pela situação do sistema elétrico; Washington atribui o problema à má gestão econômica interna.

A relação entre Trump e Cuba tem alternado ameaças e sinais de negociação. Em março, o presidente disse que acreditava ter “a honra de tomar Cuba” e que poderia “fazer o que quiser” com a ilha, chamada por ele de “nação falida”. Em maio, afirmou estar perto de um acordo diplomático, independentemente de uma mudança de regime.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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