São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Mercado em tempo real
Mundo

BRICS pede fim das sanções dos EUA contra Cuba em declaração de 140 pontos

Documento do grupo manifesta preocupação com impactos econômicos, energéticos e humanitários do bloqueio sobre a população cubana.

BRICS pede fim das sanções dos EUA contra Cuba em declaração de 140 pontos

Os líderes do BRICS aprovaram no sábado (12/09) uma declaração de 140 pontos que pede ao governo dos Estados Unidos o fim das sanções econômicas, comerciais e financeiras contra Cuba. O documento manifesta preocupação com os efeitos do bloqueio sobre a economia cubana, o fornecimento de energia e a população do país.

Entre 1º de março de 2025 e 28 de fevereiro de 2026, os prejuízos atribuídos à guerra econômica da Casa Branca contra Cuba somaram US$ 8.083.300 (R$ 41,3 milhões), de acordo com os dados apresentados no documento. Os danos acumulados relacionados à aplicação do bloqueio chegaram a US$ 178.700.500.000 (R$ 915,2 bilhões).

No Artigo 27, a declaração afirma que a América Latina e o Caribe são uma zona de paz, baseada no respeito mútuo, na solução pacífica de controvérsias e na não intervenção. As autoridades e representantes das 11 nações que integram o grupo também expressaram “profunda preocupação com a situação em Cuba devido ao endurecimento das medidas de bloqueio unilateral contra o país”.

O BRICS exigiu o cumprimento da Resolução A/RES/80/4 da Assembleia Geral da ONU e o encerramento do bloqueio. O grupo reafirmou compromissos com respeito mútuo, igualdade soberana, solidariedade, democracia, abertura, inclusão e consenso.

Sanções e desenvolvimento

A declaração diz que medidas coercitivas unilaterais prejudicam os direitos ao desenvolvimento, à saúde e à segurança alimentar da população dos países afetados. Segundo o documento, os efeitos atingem de forma desproporcional os pobres e vulneráveis, além de aprofundar a exclusão digital e agravar problemas ambientais.

O texto também afirma que essas medidas contrariam o direito internacional e os princípios da Carta das Nações Unidas, por não serem autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU. O BRICS defendeu ainda a reforma do sistema multilateral, incluindo a ONU e seu Conselho de Segurança, para ampliar a participação dos países em desenvolvimento.

Durante os debates, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, reafirmou o compromisso do país com a cooperação entre as nações do Sul Global. Ele disse que essa colaboração contribui para construir uma ordem econômica internacional mais justa, equitativa e democrática.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.