São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Celular de intermediário registra transferências ligadas a empresas de condenado por tráfico

Relatório policial e denúncia do MP-SP apontam pagamentos de R$ 900 mil e uso de empresas associadas a Ygor Daniel Zago.

Celular de intermediário registra transferências ligadas a empresas de condenado por tráfico

Conversas extraídas do celular do lojista Manoel Sérgio Sanches registraram a sequência de ordens, transferências e comprovantes atribuída ao empresário Eduardo Moreno Lopes e a Ygor Daniel Zago, conhecido como Hulk. Sanches é apontado como intermediário no esquema e está preso, sob acusação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O relatório policial e a denúncia do Ministério Público de São Paulo afirmam que Lopes transferiu R$ 900 mil para contas de duas empresas indicadas por Zago. As operações ocorreram em quatro ocasiões, ao longo de 35 dias. Segundo a polícia, Lopes não era sócio das firmas, mas controlava as contas bancárias.

A denúncia descreve um serviço clandestino chamado pelos envolvidos de “compra de dinheiro”: empresários recebiam valores em espécie e faziam transferências bancárias em troca. As empresas também aparecem nas investigações da Operação Falsa Las Vegas, que levou à denúncia de Lopes por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A investigação aponta que a maior parte das transferências, num total de R$ 497 mil, ocorreu poucas horas depois do envio dos dados bancários por aplicativo de mensagens. As comissões pelas operações variavam de 1,5% a 4%. Segundo os investigadores, o dinheiro teria origem no tráfico de drogas, na exploração de jogos de azar na região metropolitana de São Paulo e em outros crimes.

Zago foi condenado a 29 anos de prisão por tráfico internacional de drogas em um esquema baseado no Porto de Santos. A condenação está ligada à Operação Hulk, que apreendeu 3,7 toneladas de cocaína entre 2013 e 2014. Ele também é suspeito, segundo relatórios policiais, de liderar uma quadrilha que adulterava combustíveis com metanol.

A defesa de Lopes, feita pelo escritório TFV Advogados, afirmou que ele “refuta completamente as acusações” e disse que a denúncia se baseia em uma investigação incompleta e parcial. Lopes tem prisão decretada e é considerado foragido da Justiça.

Zago negou conhecer Lopes e afirmou que sua relação financeira com Sanches se limita à compra e venda de carros. O advogado Isaac Minichillo de Araújo disse que ele nunca integrou uma organização criminosa. Zago foi preso em Portugal em novembro do ano passado e liberado em maio deste ano; segundo a defesa, cumpre medida cautelar e participa de audiências por videoconferência.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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