São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Buscas em Sorocaba encontram ligação entre imóveis de Milton Leite e dinheiro

Polícia Civil e Ministério Público apreenderam R$ 280 mil e US$ 89 mil durante a operação para localizar o ex-vereador.

Polícia encontra 'passagem secreta' em imóveis ligados a Milton Leite e apreende R$ 280 mil e US$ 89 mil em malas
Foto: Reprodução

A Polícia Civil e o Ministério Público encontraram uma passagem entre dois imóveis ligados a Milton Leite durante buscas realizadas na manhã desta sexta-feira (18). O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo era procurado após a Justiça decretar sua prisão na quinta-feira (17).

Em uma das residências, apontada como pertencente a um assessor de Leite, os investigadores localizaram malas com R$ 280 mil e US$ 89 mil, valor estimado em cerca de R$ 457 mil. A origem do dinheiro não foi esclarecida, e a polícia apura se os recursos pertencem ao ex-parlamentar. O assessor estava no imóvel, mas não soube explicar a procedência dos valores e dos documentos encontrados.

A passagem identificada no imóvel liga a residência a outra casa que seria de Milton Leite. O segundo endereço estava vazio. As autoridades receberam informações de que o ex-vereador poderia estar escondido na casa do assessor, mas não o localizaram.

Prisões e investigação

A Operação Vectura Corrupta foi deflagrada na quinta-feira para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão. Ao todo, a Justiça determinou a prisão de 16 investigados. Até a última atualização, 11 haviam sido presos e cinco estavam foragidos.

Entre os detidos estão Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, e Danilo Marco Morgado Silva, ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande e candidato a deputado estadual. Paulo Sirqueira Korek Farias, presidente do Esporte Clube Água Santa, também era procurado.

Milton Leite é suspeito de envolvimento em um esquema investigado por infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte coletivo e estruturas do poder público em São Paulo. O Ministério Público afirma que ao menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo da capital seriam controladas direta ou indiretamente pela facção. A alegação ainda será analisada pela Justiça.

A decisão judicial cita diálogos, outros elementos da investigação e depoimentos de policiais militares que apontaram Leite como "dono de fato" da Transwolff, investigada na Operação Fim da Linha, em 2024. Ele nega as acusações e afirma que provará sua inocência. A Transwolff nega participação societária ou atuação do político na gestão da empresa.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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