São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Subsídios prejudiciais superam proteção da natureza em 30 para 1, diz estudo

Relatório aponta que o déficit anual para financiar a biodiversidade chegou a US$ 1,317 trilhão e recomenda reformar incentivos.

Subsídios prejudiciais superam proteção da natureza em 30 para 1, diz estudo

Governos destinam 30 dólares à destruição da natureza para cada dólar aplicado em sua proteção, segundo o relatório Financing Nature 2026: uma atualização de meio de década - do progresso isolado à implementação em escala. O estudo foi elaborado por The Nature Conservancy (TNC), World Wildlife Fund (WWF) e Paulson Institute.

Henry M. Paulson Jr., presidente do Paulson Institute, afirma que, em um único mês, os governos gastam mais com subsídios prejudiciais à natureza do que investem em sua proteção ao longo de um ano. Para ele, a reforma desses subsídios poderia liberar parte relevante dos recursos necessários. “Quando governos acertam os incentivos, o capital tende a acompanhá-los.”

Déficit crescente

As organizações acompanham desde 2020 a evolução dos investimentos globais destinados à proteção da natureza. Nesse período, a diferença entre os recursos aplicados e o necessário para proteger espécies da fauna e da flora quase dobrou: passou de US$ 711 bilhões para US$ 1,317 trilhão.

O valor adicional exigido por ano para enfrentar a crise da biodiversidade é de US$ 1,317 trilhão, além do que já é investido. O relatório considera que a crise ameaça diversas formas de vida no planeta, incluindo os seres humanos.

Carter Roberts, presidente da WWF nos Estados Unidos, cita o mercado de carbono e os Acordos de Financiamento de Projetos para Permanência (PFP) como mecanismos de financiamento. Essas estruturas impulsionam a criação de áreas de conservação por meio de um fundo de transição para financiar a implantação dos projetos. “Este relatório comprova que essas estratégias funcionam, mas também deixa claro que precisamos implementá-las no ritmo e na escala exigidos pela perda da natureza”, afirma.

Recomendações

A partir dos dados analisados ao longo dos seis anos, os pesquisadores elaboraram um roteiro de ação. Entre as orientações estão reformar subsídios prejudiciais, ampliar estratégias, operações cotidianas, concessões de crédito e investimentos bem-sucedidos, além de tratar a natureza como um ativo essencial à economia, e não como recurso gratuito.

O documento recomenda ainda que governos e órgãos reguladores criem condições políticas e de mercado para ampliar o financiamento. Bancos Multilaterais de Desenvolvimento e Instituições Financeiras de Desenvolvimento devem usar balanços e instrumentos para mobilizar investimentos.

Jennifer Morris, CEO da The Nature Conservancy, afirma que há uma década de evidências sobre o que funciona e defende o avanço a partir desses resultados.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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