Motoristas de aplicativos trabalham, em média, 44,7 horas por semana para obter uma renda mensal próxima à de trabalhadores de outras ocupações, segundo a Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O rendimento médio é de R$ 3.147 por mês, ante R$ 3.148 nos demais setores.
A diferença aparece no ganho por hora: R$ 16,20 entre os trabalhadores de plataformas, contra R$ 18,40 nas outras profissões. A jornada média dos motoristas também é maior: 44,7 horas semanais, diante de 39,3 horas.
Perfil e expansão da atividade
Em 2025, cerca de 2 milhões de pessoas trabalhavam por meio de aplicativos de serviços. Desse total, 1,2 milhão atuavam no transporte de passageiros. A categoria reunia 1,1 milhão de condutores em plataformas de veículos particulares e 232 mil motoristas em aplicativos de táxi.
O número de pessoas que tinham o trabalho por aplicativo como ocupação principal passou de 1,3 milhão, em 2022, para 1,8 milhão, em 2025, alta de 36,8%. No transporte particular por aplicativo, o contingente subiu de 752 mil para 1,036 milhão, avanço de 37,8%.
A flexibilidade de horários foi apontada por 26,8% dos condutores como motivo para escolher a atividade. Outros 24,6% disseram ter ingressado nesse trabalho por não encontrar outra oportunidade.
Custos e controle das plataformas
O valor por hora não desconta despesas pagas pelos próprios motoristas, como combustível, manutenção, seguro e depreciação do veículo. O tempo de espera por novas chamadas também não entra no cálculo.
Entre os condutores de transporte particular, 80,2% afirmam que as empresas definem totalmente o valor de cada viagem. A pesquisa também mostra que 62,5% dos trabalhadores por aplicativo usam apenas uma plataforma. Considerando a exclusividade integral, 38% atuam em um único aplicativo.
O recorte do IBGE aponta ainda que 58,9% dos condutores de veículos por plataformas trabalham na atividade. Esse grupo registra uma jornada semanal superior à média dos demais trabalhadores.


