A renda fixa representou 50,9% da carteira média dos investidores endinheirados em agosto, segundo levantamento mensal da SmartBrain. Em julho, a participação era de 51,59%. A diferença mostra recuo na proporção ocupada pela classe, mas não permite concluir que esses investidores estejam deixando a modalidade.
A composição inclui aplicações com diferentes prazos, níveis de risco e formas de remuneração. Além dos títulos tradicionais, o levantamento acompanha fundos de crédito privado, ações e ETFs, fundos de índice negociados em bolsa.
Crédito privado aparece entre os fundos mais buscados
Henrique Spinosa, presidente e sócio-fundador da SmartBrain, afirmou que oito dos dez fundos multimercados no topo do ranking de agosto concentravam, na prática, estratégias em crédito privado. Esses fundos são classificados como multimercados, mas têm foco em títulos emitidos por empresas e outras instituições.
O crédito privado pode oferecer remuneração associada ao risco de crédito do emissor e não elimina a possibilidade de perdas. Após uma onda de resgates, os fundos dessa categoria voltaram a atrair recursos, conforme a análise apresentada no levantamento.
CDBs lideram a renda fixa
Os CDBs vinculados à Selic ou ao CDI foram os investimentos predominantes dentro da renda fixa. Eles representavam 53,49% dessa parcela da carteira em agosto. O Certificado de Depósito Bancário é emitido por instituições financeiras e pode ter rentabilidade prefixada, pós-fixada ou híbrida.
Nos papéis atrelados ao CDI, o rendimento acompanha a variação do indicador. A análise das aplicações envolve também a taxa oferecida, o prazo de vencimento, a instituição emissora e as condições de resgate.
As LCIs e LCAs ligadas ao CDI correspondiam a 18,46% da carteira de renda fixa em agosto, ante 12,87% em julho. A isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos, conforme as regras tributárias aplicáveis, é um dos atrativos desses títulos para pessoas físicas. Prazos, liquidez, remuneração e riscos também precisam ser avaliados.
A renda variável permanece nas carteiras, com preferência por ações menos suscetíveis às oscilações do mercado e por ETFs. Ações podem oferecer valorização e dividendos, mas estão sujeitas às variações do mercado. Os ETFs acompanham o desempenho de um índice ou de uma cesta de ativos, conforme sua estratégia. A diversificação distribui a exposição a riscos, sem garantir proteção completa contra perdas.



