São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Copom vê inflação pressionada por serviços, câmbio e demanda

Comitê mantém riscos acima do usual e identifica quatro fatores de alta e três de baixa para a inflação.

Copom vê inflação pressionada por serviços, câmbio e demanda

O Copom manteve a assimetria altista no balanço de riscos para a inflação, mesmo avaliando que os riscos de alta e de baixa seguem mais elevados que o usual. O comunicado da reunião de setembro relaciona quatro fatores de pressão para cima e três para baixo.

A inflação de serviços pode mostrar mais resistência do que a prevista, caso o hiato do produto seja mais positivo. O Comitê também apontou a possibilidade de uma combinação de políticas econômicas externa e interna com impacto inflacionário superior ao esperado, inclusive por uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada.

Outro risco está ligado a estímulos à demanda agregada, sobretudo ao consumo, capazes de levar a atividade a crescer acima do produto potencial e enfraquecer parte dos canais tradicionais de transmissão da política monetária.

Pressões de baixa

Entre os riscos altistas, o Copom incluiu ainda uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado. Nesse cenário, horizontes mais longos poderiam incorporar efeitos de segunda ordem de choques de oferta relacionados ao petróleo e seus derivados, além de impactos climáticos sobre a produtividade agrícola e os custos de energia.

Na direção oposta, o Comitê considera uma desaceleração doméstica mais intensa que a projetada, com impacto sobre a inflação. Também citou uma desaceleração global mais forte, associada a choques de comércio e do petróleo e a um cenário de maior incerteza, além de uma queda nos preços das commodities com efeito desinflacionário.

Nesta quarta-feira, 16, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,00% ao ano para 13,75%. A projeção do IPCA em 12 meses para o 1º tri de 2028, horizonte relevante, segue em 3,2%, conforme o Comitê.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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