A expansão dos bloqueios militares israelenses na Cisjordânia tem restringido a circulação de mercadorias e pressionado pequenos negócios palestinos. São 925 postos de controle distribuídos pelo território, segundo a Comissão de Resistência à Colonização e ao Muro (CWRC), que aponta impacto sobre atividades agrícolas, mercados locais e prestadores de serviços.
A província de Nablus, no norte da Cisjordânia, concentra 147 bloqueios. Desde 2023, a movimentação de transportes na Cisjordânia ocupada caiu mais de 50%, conforme a CWRC. A organização relaciona o período ao início da ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza, território palestino sem ligação terrestre com a Cisjordânia.
A fábrica de laticínios Al-Kamel, na aldeia de Rujeib, em Nablus, é um dos negócios afetados. Fundada em 2022, a empresa mantém dois caminhões de distribuição parados porque os bloqueios dificultam o envio dos produtos para outras regiões. A demanda caiu, as vendas recuaram entre 30% e 40% e 12 funcionários foram demitidos.
Um representante da Al-Kamel afirmou que os postos de controle são os principais obstáculos enfrentados pela empresa. Segundo ele, as barreiras dificultam a circulação, elevam os custos de transporte e afetam os preços dos produtos e os custos de produção.
Ataque em Gaza
Na Faixa de Gaza, ataques israelenses continuam mesmo após o cessar-fogo estabelecido em outubro de 2025. Em 10/09, um ataque aéreo na região de Beit Lahiya, no norte do território, matou uma família de quatro pessoas nas proximidades do hospital Kamal Adwan, segundo as autoridades de Gaza.
As vítimas eram um casal e duas filhas menores de idade. Um funcionário do hospital informou que os corpos da família Ahmad foram encontrados em pedaços e disse que as meninas tinham 12 e 8 anos.
Entre outubro de 2023 e outubro 2025, a ofensiva israelense na Faixa de Gaza matou 73,6 mil pessoas, conforme números oficiais. As autoridades de Gaza afirmaram ainda que mais de mil pessoas morreram em ataques israelenses realizados depois do cessar-fogo, em junho deste ano, oito meses após a assinatura do acordo.




