São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Dino tira sigilo de investigação sobre financiamento de Dark Horse

Ministro também proibiu Mario Frias de deixar o país e de manter contato com outros investigados na Operação Make Up.

Dino tira sigilo de investigação sobre financiamento de Dark Horse

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo da decisão que autorizou a operação da Polícia Federal (PF) sobre o financiamento do filme Dark Horse. A determinação foi anunciada nesta quinta-feira (10/09), horas depois da deflagração da Operação Make Up.

A investigação apura um suposto desvio de dinheiro público para a produção, que conta parte da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2023). Os principais alvos são o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, apontada como dona da produtora Go Up Entertainment.

Ao todo, 49 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. As ordens alcançaram imóveis ligados aos dois principais alvos e a outras 22 pessoas. Não houve mandados de prisão.

Dino também proibiu Frias de deixar o país e de manter contato com os demais envolvidos. Na decisão, o ministro afirmou que “os elementos colhidos apontam risco concreto de alinhamento de versões, combinação de depoimentos, ocultação ou destruição de provas e interferência na colheita dos elementos probatórios ainda pendentes de arrecadação”.

Emendas parlamentares

Frias foi secretário de Cultura durante o governo Bolsonaro e é mencionado pelos responsáveis pelo filme como roteirista. A PF investiga se ele direcionou recursos de emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização não governamental presidida por Karina Gama, que também é dona da Go Up Entertainment.

Há ainda suspeitas de que Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS) tenham destinado emendas à produção.

As suspeitas sobre o financiamento incluem uma negociação de R$ 134 milhões para o filme, feita em 2025 pelo senador Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master. Parte dos recursos teria sido enviada aos Estados Unidos e administrada pelo fundo Havengate, controlado pelo advogado Paulo Calixto, ligado ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), cassado em dezembro de 2025.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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