São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Bolinha de papel contra Serra virou caso eleitoral e chegou ao STF

Episódio ocorrido em 20 de outubro de 2010 gerou investigação, perícias e disputa sobre a cobertura da campanha presidencial.

Bolinha de papel contra Serra virou caso eleitoral e chegou ao STF

Uma bolinha de papel lançada contra José Serra durante uma caminhada eleitoral no Rio de Janeiro, em 20 de outubro de 2010, foi transformada em um episódio central da disputa presidencial daquele ano. O caso envolveu exames médicos, investigação da Polícia Federal, laudos periciais e chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde foi arquivado em agosto de 2012.

Serra, candidato do PSDB, fazia campanha no bairro de Campo Grande quando houve um tumulto entre seus apoiadores e militantes do PT. Segundo o relato, ocorreram ofensas, provocações e empurrões, sem atos de violência. Na saída, uma pequena bola de papel amassado atingiu a cabeça do candidato. Ele prosseguiu inicialmente com a caminhada, mas, cerca de 20 minutos depois, interrompeu a agenda e foi levado ao Hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

O candidato passou por uma tomografia computadorizada e outros exames. Após deixar o hospital, relatou dor de cabeça, tontura e náuseas. Serra também comparou a militância petista às tropas nazistas e afirmou: “O PT tem tropa de choque”. A agenda no Rio de Janeiro foi cancelada, e ele permaneceu em observação e repouso por 24 horas.

Disputa sobre o objeto

A cobertura do episódio passou a tratar o lançamento como uma agressão de maior gravidade. Imagens exibidas pelo Jornal Nacional foram usadas para sustentar que Serra teria sido atingido por uma bobina ou rolo de fita adesiva, e não por uma bolinha de papel. A Rede Globo encomendou um laudo ao perito criminal Ricardo Molina, que chegou à mesma conclusão. Um segundo perito também foi contratado para ratificar a análise.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a versão apresentada sobre o caso e comparou Serra ao goleiro chileno Roberto Rojas, que simulou ter sido atingido por um rojão durante uma partida contra o Brasil, no Estádio do Maracanã, em 1989. Lideranças do PT disseram ainda que a imprensa não havia dado atenção a objetos e balões de água lançados contra Dilma Rousseff, na mesma semana, por apoiadores do PSDB.

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar o episódio. O processo chegou ao STF e foi arquivado em agosto de 2012, por determinação do ministro Celso de Mello. Posteriormente, peritos independentes contestaram o laudo de Ricardo Molina e afirmaram que o objeto identificado por ele era, na realidade, a sombra de um manifestante.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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