São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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STF autoriza investigação sobre Flávio Bolsonaro por financiamento de filme

Apuração envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção em recursos ligados a Daniel Vorcaro e ao Banco Master.

STF autoriza investigação sobre Flávio Bolsonaro por financiamento de filme

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse. Os recursos teriam sido obtidos com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A decisão foi tomada em 22 de julho e se tornou pública depois do levantamento parcial do sigilo da investigação sobre fraudes atribuídas a Vorcaro e suas conexões políticas em Brasília. A apuração foi autorizada no âmbito do inquérito INQ 5026, a pedido da Polícia Federal e com concordância da Procuradoria-Geral da República.

Flávio nega irregularidades na captação dos recursos e não responsabilizou Mendonça pela decisão. Em Manaus, após visitar uma fábrica da Honda, o senador afirmou: “O ministro André Mendonça está certo. Ele está sendo juiz”. Também pediu a retirada do sigilo: “tira o sigilo de tudo, mostra tudo para o povo”.

Recursos para o filme

Em áudios enviados ao banqueiro, Flávio pediu R$ 134 milhões para custear o projeto. Segundo a Polícia Federal, mais de R$ 60 milhões foram pagos. O financiamento de Dark Horse é alvo de duas investigações no STF: uma sobre o uso de emendas parlamentares, sob relatoria de Flávio Dino, e outra ligada ao caso Master, conduzida por Mendonça. A investigação contra Flávio está na segunda frente.

O despacho de Mendonça registra que a Polícia Federal pediu um procedimento sigiloso para apurar possíveis crimes praticados, em tese, por Flávio Nates Bolsonaro no financiamento da obra cinematográfica junto ao Banco Master.

Na última terça-feira, Mendonça homologou a delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, dono da Entre Investimentos. Ele relatou a produção de dinheiro vivo e a entrega em malas a emissários de Vorcaro. Também apresentou comprovantes de operações de câmbio e documentos sobre o envio de recursos ao exterior.

Entre os destinos citados está o Havengate Development Fund LP, no Texas (EUA), administrado pelo advogado Paulo Calixto, representante de Eduardo Bolsonaro no exterior. Comprovantes e diálogos do celular de Vorcaro indicam o envio de ao menos US$ 10 milhões (R$ 61 milhões na época) ao fundo. Os investigadores apuram o destino final do dinheiro e se os recursos custearam despesas de Eduardo nos Estados Unidos.

A Polícia Federal e a PGR também cruzam os documentos de câmbio apresentados na delação com dados do celular de Vorcaro para verificar as suspeitas de evasão de divisas e identificar destinatários do dinheiro em espécie.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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