São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Rã-touro volta a ser registrada em Florianópolis e preocupa por fungos

Espécie invasora pode transmitir patógenos associados ao declínio de mais de 500 espécies de anfíbios no mundo.

Rã-touro volta a ser registrada em Florianópolis e preocupa por fungos

Novos registros da rã-touro (Aquarana catesbeiana) foram feitos em áreas já mapeadas no bairro Ratones, em Florianópolis. A espécie exótica invasora é associada à transmissão do fungo da quitridiomicose e do ranavírus, patógenos que já dizimaram espécies de anfíbios pelo mundo.

A quitridiomicose é causada pelo fungo microscópico quitrídio (Batrachochytrium dendrobatidis), presente na água. Estudos publicados neste ano indicam que, nos últimos 50 anos, o fungo provocou o declínio de mais de 500 espécies de anfíbios. Pelo menos 91 podem ter sido completamente extintas, enquanto perdas atribuídas ao fungo atingiram pelo menos 6,5% das espécies conhecidas de anfíbios.

O quitrídio se instala na pele do animal e aumenta a produção de queratina. O processo impede a respiração cutânea e o equilíbrio de líquidos, levando o anfíbio à parada cardíaca e à morte. A rã-touro é resistente aos efeitos do fungo e, por isso, pode atuar como vetor da quitridiomicose.

Registros e características

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis receberam os novos registros após ações de educação ambiental realizadas no bairro. A espécie havia sido vista pela primeira vez na cidade em outubro de 2025, também em Ratones. Uma nova vistoria está programada entre o final de setembro e outubro.

A rã-touro chegou ao Brasil em 1935, vinda da América do Norte, para criação em ranários e comércio de carne. Após a desativação desses locais, houve solturas e escapes, e o animal migrou para diferentes regiões do país. A espécie pode passar de 20 centímetros, reproduz-se com alta capacidade e se alimenta de peixes, anfíbios, répteis e mamíferos de pequeno porte.

A vocalização grave, semelhante ao mugido de um boi, ajuda na identificação. A orientação da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis é não fazer o manejo por conta própria. Avistamentos ou sons associados à espécie devem ser informados pelo e-mail [email protected] ou pelo número (48) 3237-5660.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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