São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Rã-touro reaparece em Florianópolis e pode ser mais avistada com o calor

Novos registros foram feitos no bairro Ratones; vistoria está prevista entre o final de setembro e outubro.

Rã-touro reaparece em Florianópolis e pode ser mais avistada com o calor

A rã-touro (Aquarana catesbeiana), espécie exótica invasora, voltou a ser registrada em Florianópolis. Os novos avistamentos ocorreram em áreas já mapeadas no bairro Ratones, informou a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável em conjunto com a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis.

A espécie foi identificada pela primeira vez na cidade em outubro de 2025, também em Ratones. Desde então, são realizadas ações de educação ambiental para orientar os moradores sobre o acionamento dos órgãos ambientais. Uma nova vistoria está programada para ocorrer entre o final de setembro e outubro.

Atividade aumenta com períodos quentes

A chegada da primavera e do calor pode elevar a frequência dos registros. Durante o inverno, a prefeitura havia informado que o frio reduzia a movimentação da rã-touro. “A chegada de períodos mais quentes pode favorecer uma maior atividade e detectabilidade da espécie”, afirmou a Prefeitura de Florianópolis.

A rã-touro tem vocalização grave, semelhante ao mugido de um boi. O som pode ajudar na identificação pelos moradores, que devem comunicar a Floram em caso de avistamento ou escuta, sem tentar capturar ou manejar o animal.

A espécie pode ultrapassar 20 centímetros de comprimento e se alimenta de peixes, anfíbios, répteis e mamíferos de pequeno porte. Também está associada à transmissão de patógenos como o fungo da quitridiomicose e o ranavírus, relacionados à redução de populações de anfíbios em diferentes partes do mundo.

Originária da América do Norte, a rã-touro foi trazida ao Brasil em 1935 para criação em ranários e comércio de carne. Solturas e escapes após a desativação desses locais levaram à expansão da espécie por diferentes regiões. Sem predador e não nativa da área, ela é considerada invasora.

Os registros podem ser enviados à Floram pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone (48) 3237-5660. A educadora ambiental Maria Aparecida Cabral de Sá informou que as atividades também buscam melhorar o mapeamento dos animais e orientar a população.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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