São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Natalia Timerman transforma o Alzheimer da mãe em investigação literária

Em “Antes que apague”, autora aborda memória, maternidade e segredos familiares sem tratar o romance como autobiografia.

Natalia Timerman transforma o Alzheimer da mãe em investigação literária

Natalia Timerman usa a experiência da mãe, diagnosticada com Alzheimer há cerca de uma década, como ponto de partida para “Antes que apague”, seu livro mais recente. Publicado pela Companhia das Letras, o romance acompanha uma narradora diante do apagamento da memória materna e de um segredo mantido desde a juventude.

A autora, que também é psiquiatra, afirma que a escrita interfere na rotina e nas relações pessoais, embora seja o espaço em que mais se reconhece. Aos 45 anos, ela tem seis livros publicados e mantém um consultório em São Paulo.

Memória, silêncio e maternidade

A protagonista não tem o nome revelado e começa a investigar a informação descoberta sobre a mãe. Alice, personagem que já não fala, aparece por meio do silêncio e dos rastros deixados pelo passado. A narrativa rejeita os segredos familiares mantidos entre gerações e explora os dilemas provocados pela descoberta.

Apesar da conexão com a história da autora, o livro não deve ser entendido como autobiografia. Natalia diz que sua vida não é necessária para a compreensão da obra e que não importa separar o que é verdade do que não é.

A maternidade também é apresentada para além da imagem materna idealizada. A personagem pode se divertir, beber, errar e exibir outras dimensões de sua personalidade. Para Natalia, aceitar essa complexidade ajuda a narradora a reconhecer a própria.

A autora é mãe de Benjamín, de 16 anos, e Jorge, de 9. Ela conta que escolheu a Medicina quando jovem e só passou a considerar a literatura como uma segunda carreira depois do nascimento do primeiro filho.

Outros livros e próximos projetos

Antes de “Antes que apague”, Natalia publicou “As pequenas chances”, em 2023, inspirado pelo luto do pai. Também lançou “Rachaduras”, volume de contos finalista do Prêmio Jabuti, e “Copo vazio”, de 2021, sobre um episódio de ghosting.

Agora, a autora afirma estar cansada de tratar de família. Depois de ser picada por uma aranha, pesquisa o tema para possível uso literário. A natação, paixão descoberta na vida adulta, também pode aparecer em projetos futuros. Ela ainda considera escrever sobre estados alterados de consciência e sobre a forma como os erros do passado são enfrentados em tempos de internet.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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