São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Fábrica do Galeão formou a base técnica da indústria aeronáutica brasileira

Criada em 1936, a fábrica produziu 471 aeronaves e treinou profissionais que depois atuaram no CTA e na Embraer.

Fábrica do Galeão formou a base técnica da indústria aeronáutica brasileira
Foto: Foto Arquivo/Agência O Globo

Antes da Embraer, a Fábrica de Aviões do Galeão ajudou a estruturar a indústria aeronáutica brasileira. Criada em 1936 com o nome de Oficinas Gerais de Aviação Naval (OGAvN), a unidade funcionou, com interrupções, até 1965 e produziu 471 aeronaves em 29 anos.

A fábrica surgiu na Ilha do Governador, em uma área ligada à aviação naval desde a década de 1920. Seu principal legado foi a transferência de tecnologia e a formação de profissionais especializados por meio de acordos com Alemanha, Estados Unidos e Holanda.

A necessidade de criar capacidade própria ficou evidente após a compra de aeronaves no exterior. Entre 1927 e 1935, a Aviação Naval adquiriu 143 aviões, enquanto a Aviação do Exército comprou 554. Em janeiro de 1935, 60 aeronaves navais estavam paradas, e apenas um terço da frota do Exército tinha condições de operar.

Uma missão enviada aos Estados Unidos não resolveu o problema. Depois, o oficial Raymundo Vasconcellos Aboim negociou com a fabricante alemã Focke-Wulf Flugzeugbau um acordo que previa treinamento de trabalhadores e transferência de tecnologia.

Os primeiros técnicos alemães chegaram ao Rio no segundo semestre de 1936, liderados por Wilhelm Heinrich Friedrich Stein. Em 1938, a linha de montagem produziu os primeiros FW 44 Stieglitz, conhecidos como Pintassilgo, além do bombardeiro bimotor FW 58 Weihe.

A parceria com a Alemanha foi encerrada após o início da Segunda Guerra Mundial e o rompimento das relações entre os países em 1942. A produção continuou com os Estados Unidos, incluindo o Fairchild M-62 (PT-19), chamado de Cornell. Mais tarde, a holandesa Fokker tornou-se parceira, com a fabricação do S.11 (T-21), avião de treinamento que voou pela primeira vez em 1947.

Para a historiadora Thatiane Piazza de Melo, do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica, a fábrica permitiu ao país avançar de iniciativas isoladas para uma política de Estado voltada à soberania tecnológica. Profissionais formados no Galeão também integraram equipes do Centro Técnico de Aeronáutica e, depois, da Embraer, fundada em 1969.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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