São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Rio registra uma prisão a cada 33 roubos e uma a cada 323 estelionatos

Dados do ISP mostram descompasso entre registros de crimes e prisões em flagrante no Estado do Rio entre janeiro de 2025 e março de 2026.

Rio registra uma prisão a cada 33 roubos e uma a cada 323 estelionatos

Entre janeiro de 2025 e março de 2026, o Estado do Rio registrou mais de 1,3 milhão de ocorrências de crimes. No mesmo período, pouco mais de 60 mil adolescentes foram apreendidos ou adultos foram presos em flagrante, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).

A diferença é maior entre os crimes com mais registros. Houve uma prisão ou apreensão para cada 23 furtos e uma para cada 33 roubos. Nos casos de estelionato, a proporção foi de uma prisão a cada 323 ocorrências. Para tráfico ou associação para o tráfico, houve um detido a cada três registros.

Os crimes ligados ao tráfico responderam por 15.934 prisões e apreensões, ou 26% do total. Roubo, furto e estelionato tiveram menos peso no ranking de detenções, apesar de estarem entre os delitos mais registrados.

Prisões e registros na capital

No Estado do Rio, foram 3.775 prisões e apreensões por roubo, incluindo tentativas, e 10.244 por furto ou tentativa de furto. Por estelionato, incluindo tentativas, foram 579 detenções.

Na capital, mais de 90 mil estelionatos foram registrados no período, mas apenas 261 criminosos foram presos pelo delito. O município do Rio concentrou cerca de 65% dos furtos, 63% dos roubos e 49% dos estelionatos do estado.

Na cidade, houve uma prisão a cada 27 furtos. Na Barra da Tijuca, a relação foi de uma detenção a cada 14 registros. O Centro liderou os registros de praticamente todos os crimes de maior incidência. A Tijuca ficou em segundo lugar nos roubos, enquanto a Barra da Tijuca liderou os estelionatos.

A capital concentrou 36% de todos os presos no estado, proporção que também se repetiu entre os adolescentes apreendidos. Entre os adultos presos por tráfico ou associação para o tráfico, o município do Rio liderou, com 1.950 casos. Nova Friburgo teve 630, Petrópolis, 597, Macaé, 513, e Campos dos Goytacazes, 493.

Entre os adolescentes apreendidos pelos mesmos crimes, Nova Friburgo registrou 227 casos, seguida por Campos, com 190, Teresópolis, com 186, e Petrópolis, com 181. A capital ficou em quinto lugar, com 178 apreensões.

Perfil dos detidos

Nove em cada dez presos eram homens. Entre os adultos, 28% tinham entre 18 e 21 anos, e 38% não haviam concluído o ensino fundamental. Entre os adolescentes apreendidos, 54% tinham o ensino fundamental incompleto.

O delegado Niandro Lima, titular da 5ª DP (Mem de Sá), relacionou a incidência de roubos na região central à presença de turistas. Para o cientista social e pesquisador do LAV/UERJ Robson Rodrigues, a concentração populacional na capital aumenta os registros e reduz a eficiência das forças policiais.

A Polícia Civil afirmou que usa dados estatísticos e de inteligência para planejar suas ações e que o número de prisões não deve ser analisado isoladamente. A corporação também citou a identificação de autores, a elucidação de crimes, a desarticulação de organizações criminosas e a recuperação de bens.

A Polícia Militar disse que registros feitos posteriormente em delegacias da Polícia Civil também entram nas bases usadas pelas forças de segurança. Esses dados ajudam a identificar locais, horários, tipos de ocorrência e padrões de criminalidade.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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