São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Irena Sendler protegeu registros de 2.500 crianças judias

Assistente social de Varsóvia escondeu identidades de crianças retiradas do gueto e resistiu à tortura da Gestapo.

Irena Sendler protegeu registros de 2.500 crianças judias

Irena Sendler manteve registros codificados de 2.500 crianças judias retiradas do Gueto de Varsóvia e levadas a esconderijos durante a ocupação alemã da Polônia. Os papéis reuniam o nome verdadeiro de cada criança, sua identidade falsa e o endereço onde tentaria sobreviver.

Resgate no gueto

Sendler tinha 29 anos e trabalhava na assistência social de Varsóvia quando a Alemanha invadiu a Polônia, em 1939. No ano seguinte, a população judaica da cidade foi confinada em um gueto cercado por muros. Em seu auge, mais de 400 mil judeus estavam concentrados no local. Entre 1940 e meados de 1942, aproximadamente 83 mil morreram de fome e doenças.

Com autorização para entrar no gueto sob o pretexto de inspecionar as condições sanitárias, Irena passou a levar ajuda para dentro e a participar de uma rede que retirava pessoas clandestinamente. Entre julho e setembro de 1942, cerca de 265 mil judeus foram deportados de Varsóvia para Treblinka, onde a maioria foi assassinada. Outros milhares morreram durante a operação.

Sob o codinome Jolanta, Sendler atuava na Żegota, o Conselho de Ajuda aos Judeus, organização clandestina formada por poloneses e judeus e apoiada pelo governo polonês no exílio. Ela usava contatos com orfanatos, conventos, hospitais, escolas e famílias para encontrar abrigo para crianças judias.

Para evitar que os nomes originais desaparecessem, guardou os registros em recipientes escondidos em um jardim. O projeto Life in a Jar relata que eles foram enterrados sob uma macieira.

Prisão e reconhecimento

Em 20 de outubro de 1943, poucos dias depois de assumir a direção da seção infantil da Żegota, Irena foi presa. Antes da chegada dos agentes, escondeu documentos e informações sobre as crianças protegidas.

Na prisão de Pawiak, foi espancada e torturada. A Gestapo queria nomes, mas Sendler não revelou as crianças escondidas nem os companheiros da resistência. Condenada à morte, escapou depois que integrantes da Żegota subornaram autoridades responsáveis por sua custódia.

Após a guerra, tentou restabelecer a identidade das crianças sobreviventes. Em 1965, o Yad Vashem a reconheceu como Justa entre as Nações. Irena Sendler morreu em Varsóvia, em 12 de maio de 2008, aos 98 anos.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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