São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Dilma homenageia Amelinha Teles e destaca luta contra a ditadura

Ex-presidenta lembrou a atuação da jornalista e militante feminista pela democracia, pelos direitos das mulheres e pela memória das vítimas.

Dilma homenageia Amelinha Teles e destaca luta contra a ditadura

A ex-presidenta Dilma Rousseff lamentou a morte de Amelinha Teles, jornalista, escritora e militante feminista, e destacou sua atuação contra a ditadura militar e em defesa dos direitos das mulheres. Amelinha morreu nesta terça-feira, aos 81 anos. A causa da morte não foi informada.

Em uma publicação nas redes sociais na noite desta terça-feira (15/09), Dilma classificou Amelinha como uma referência na resistência ao regime e na preservação da memória das vítimas. A ex-presidenta também lembrou que a ativista foi presa e torturada durante a ditadura.

Amelinha foi detida em dezembro de 1972 e levada à Operação Bandeirantes (OBAN), em São Paulo. Segundo o relato lembrado por Dilma, ela sofreu torturas físicas e violência sexual. Seus filhos, então com 4 e 5 anos, foram sequestrados por agentes da repressão e levados ao local onde os pais estavam presos.

“Amelinha, porém, sobreviveu aos seus algozes e jamais desistiu de lutar”, escreveu Dilma. A ex-presidenta ressaltou ainda a participação da militante no movimento feminista e na mobilização que contribuiu para conquistas das mulheres na Constituição de 1988.

A homenagem também destacou a atuação de Amelinha pela memória, verdade e justiça. Ao lado de familiares, ela participou da ação que levou Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI-Codi de São Paulo, a ser reconhecido pela Justiça brasileira como torturador.

Trajetória política e feminista

Maria Amélia de Almeida Teles nasceu em Contagem (MG), em 1944, e começou a militância política ainda jovem. Durante a ditadura, integrou o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e participou da produção de um jornal clandestino que denunciava violações cometidas pelo regime.

Depois da prisão, atuou no Movimento Feminino pela Anistia e no jornal Brasil Mulher, além de ajudar a fundar a União de Mulheres de São Paulo. Também integrou a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos e participou de esforços para localizar, identificar e responsabilizar autores de crimes cometidos durante a ditadura.

A despedida será realizada nesta quarta-feira (16/09), na Reitoria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na capital paulista. Em 2023, Amelinha recebeu da Unifesp o título de doutora honoris causa.

“Amelinha seguirá presente em nossa memória, em nossas lutas e em cada conquista das mulheres e da democracia brasileira”, concluiu Dilma.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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