SÃO JOAQUIM — Produtores de maçã da Serra catarinense recorrem a grandes ventiladores para reduzir os riscos de geadas tardias, que podem danificar flores e folhas das macieiras durante o período de reprodução, próximo do início da primavera.
As máquinas são instaladas nos pomares e acionadas nas madrugadas de baixa temperatura. O sistema promove a circulação do ar, misturando camadas frias e quentes. Com isso, a temperatura se eleva e diminui a possibilidade de formação de cristais de gelo sobre a vegetação.
A tecnologia foi importada dos Estados Unidos e já é usada no exterior. Como os equipamentos têm custo operacional, os produtores também podem adotar métodos ativos baseados em fontes de calor. A combinação entre ventiladores e aquecedores é considerada um dos métodos mais eficazes para prevenir geadas.
Formação da geada
O fenômeno ocorre quando a temperatura fica próxima ou abaixo de 0℃, sob condições atmosféricas específicas, como céu com poucas nuvens e ausência de vento forte. Nesse cenário, o orvalho acumulado nas superfícies congela e forma cristais sobre a vegetação, principalmente durante as madrugadas e manhãs.
Na Serra Catarinense, área mais alta do Estado, as geadas são mais comuns no outono e no inverno, entre maio e setembro. A região também já registrou episódios pontuais durante o verão.
A geada tardia preocupa os produtores porque ocorre quando as plantas estão mais vulneráveis. O gelo pode queimar flores e folhas e prejudicar a floração e a brotação das macieiras. As máquinas de vento são uma das estratégias usadas para impedir que o fenômeno se forme mesmo nas noites mais frias.



