São Paulo, Sábado, 3 de outubro de 2026
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TSE é cobrado por orientação sobre óculos inteligentes nas eleições de 2026

Idec e Coding Rights pedem medidas para proteger o sigilo do voto no primeiro e no segundo turnos.

TSE é cobrado por orientação sobre óculos inteligentes nas eleições de 2026

Os mesários das eleições de 2026 não receberam treinamento específico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para identificar óculos inteligentes equipados com câmeras. A dois dias do primeiro turno, o presidente da corte, Kassio Nunes Marques, foi cobrado por medidas para reduzir riscos ao sigilo do voto.

O pedido foi apresentado em ofício pelo Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) e pelo Instituto Coding Rights, organização sem fins lucrativos voltada à defesa dos direitos humanos em ambientes digitais. As entidades afirmam que os dispositivos têm aparência semelhante à dos óculos comuns e câmeras quase imperceptíveis.

Para o primeiro turno, marcado para domingo (4), o documento pede que Kassio envie um comunicado imediato aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e determine o registro em ata de qualquer ocorrência envolvendo “dispositivos vestíveis”. O segundo turno ocorrerá no dia 25.

As entidades também solicitam que, para o segundo turno, os mesários recebam critérios objetivos para reconhecer óculos inteligentes. O ofício pede ainda a definição do procedimento a ser adotado quando o eleitor não tiver outra forma de enxergar a urna.

Regras e treinamento

Os manuais de treinamento dos mesários para 2026 proíbem relógios digitais e tablets, mas não mencionam os óculos inteligentes. Para eleitores com deficiência, o TSE permite instrumentos de auxílio ao voto desde que não sejam eletrônicos.

A orientação geral da corte proíbe portar celular, câmera, filmadora, equipamento de radiocomunicação ou qualquer instrumento capaz de comprometer o sigilo do voto, mesmo desligado. Pela resolução do TSE, entram nessa definição os dispositivos que permitam registrar, transmitir ou divulgar a escolha feita na urna.

Em 24 de setembro, o tribunal publicou informativo que incluiu os óculos inteligentes entre os itens restritos. O documento também cita objetos e acessórios com câmera, microfone ou recurso de comunicação, como canetas, chaveiros, bonés, chapéus e broches.

O ofício afirma que as vendas globais de óculos inteligentes chegaram a 9,6 milhões de unidades em 2025 e podem alcançar 13,4 milhões em 2026, conforme projeção da consultoria IDC. As entidades defendem que a resolução eleitoral passe a mencionar expressamente a proibição de itens eletrônicos, como óculos e pulseiras, e que o tema seja incluído nos manuais e no treinamento obrigatório.

Um ministro do TSE avalia que a tecnologia ainda não é disseminada no Brasil e que eventuais irregularidades devem ser pontuais. Casos suspeitos de violação são encaminhados ao Ministério Público. Entre os receios está o uso das imagens da urna para comprovar a participação do eleitor em esquemas de compra de votos.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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