BRASÍLIA — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá neste domingo (4) uma operação voltada à segurança das eleições, com monitoramento de desinformação, ameaças digitais, violência, condições climáticas e circulação de eleitores. A votação será encerrada às 17h ou após o atendimento das filas formadas até esse horário.
Na quinta-feira (2), integrantes da corte aumentaram a atenção para uma possível tentativa de pressão ou interferência estrangeira no pleito, incluindo ataques cibernéticos. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou a interlocutores que, até o momento, não havia motivo para maior alerta. Órgãos de segurança repassam ao tribunal informações de inteligência sobre segurança digital e possíveis ataques.
Plataformas digitais
O TSE reservou uma sala para reunir representantes de empresas digitais que mantêm acordos com a corte. Participarão Meta, responsável por Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads, X, TikTok, Kwai, Telegram e Google. O LinkedIn não confirmou presença no edifício-sede no domingo.
A estrutura permitirá compartilhar informações sobre conteúdos e episódios monitorados e acionar as plataformas quando houver necessidade de resposta imediata. As equipes também poderão agir por iniciativa própria, acompanhando sinais de risco e coordenando medidas contra comportamentos capazes de afetar a integridade da eleição.
A operação prevê ainda um espaço para acompanhar casos de violência contra candidatos ou eleitores e ameaças relacionadas às sessões eleitorais, com possibilidade de acionamento de agentes de segurança.
Clima e circulação
Uma sala de situação acompanhará as condições meteorológicas e seus impactos sobre a votação e a logística eleitoral. A previsão de chuvas no Sul e o cenário de estiagem no Norte estão entre os pontos monitorados.
Em caso de impedimento do trânsito de pessoas por enchentes ou seca, Forças Armadas e estruturas dos tribunais locais poderão atuar. Tribunais da Justiça do Trabalho cooperam com o TSE por terem varas espalhadas pelo país.
Kassio também firmou acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para garantir a circulação de eleitores nos dois turnos. A portaria determina que fiscalização, policiamento e patrulhamento não criem obstáculos aos deslocamentos e sejam planejados para evitar retenções.
O documento, assinado por Kassio e pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, estabelece que a atuação da PRF deverá priorizar a segurança das pessoas, a fluidez do trânsito e a livre circulação dos eleitores. Bloqueios em rodovias federais nos dias 4 e 25 de outubro deverão ser comunicados em tempo hábil à presidência do Tribunal Regional Eleitoral local, com justificativa, finalidade e rotas alternativas, exceto em casos de flagrante.
A medida foi proposta pelo diretor-geral da PRF, Antônio Fernando Oliveira. Em agosto de 2023, o então diretor-geral Silvinei Vasques foi preso em uma operação da Polícia Federal sobre suspeitas de interferência da corporação no segundo turno das eleições de 2022.




