ARAXÁ — A Justiça Eleitoral vai apurar o uso do celular pelo candidato à Presidência Romeu Zema dentro da cabine de votação, em Araxá, Minas Gerais, neste domingo (4), durante as Eleições 2026. O caso foi informado pelo presidente do TRE-MG, Carlos Henrique Perpétuo Braga.
Braga afirmou que levar e usar o aparelho no local pode violar o sigilo do voto. “Isso é irregular e caracteriza crime”, disse. Segundo o presidente do tribunal, a prática pode gerar pena de detenção, mas uma eventual responsabilização dependeria de denúncia formal do Ministério Público.
A Justiça Eleitoral ainda deverá analisar as circunstâncias específicas do episódio antes de tomar uma decisão final. Até a publicação das informações, o Ministério Público não havia informado se ofereceria denúncia.
Declaração de Zema
Zema disse que não foi lembrado de deixar o celular do lado de fora da cabine e afirmou que não fotografou nem realizou outra ação com o aparelho durante a votação. “Eu ando com o celular o dia todo. Ele é quase como se fosse um dedo”, declarou.
O candidato também afirmou que levou a cola em papel e que foi à cabine apenas para votar.
Além do celular, são proibidos na cabine óculos inteligentes com gravação de imagens, relógios e pulseiras conectados, câmeras corporais, microcâmeras e equipamentos de radiocomunicação. A restrição inclui ainda objetos e acessórios com câmera, microfone ou recurso de comunicação, como canetas, chaveiros, bonés, chapéus e broches.



