Mesárias e mesários começam a preparar a seção eleitoral antes da chegada do eleitorado. No 1º turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, a votação ocorrerá das 8h às 17h, no horário de Brasília.
Antes do pleito, as equipes recebem treinamento da Justiça Eleitoral, presencialmente ou a distância. A capacitação aborda a preparação do espaço, o uso dos equipamentos e os procedimentos para situações que possam ocorrer durante a votação.
A atuação pode ocorrer por convocação da Justiça Eleitoral ou por inscrição voluntária. É necessário ter mais de 18 anos e estar em situação regular com a Justiça Eleitoral, observadas as restrições previstas em lei.
Durante a votação, a mesa receptora confere a identificação, registra a presença e libera a urna eletrônica. Também organiza o fluxo na seção e orienta o eleitorado, respeitando a preferência prevista em lei para pessoas com deficiência, idosas, gestantes, lactantes, com crianças de colo e obesas.
Procedimentos na seção
Antes da abertura, a porta deve permanecer aberta e a urna precisa estar ligada. A equipe confere os materiais e prepara o equipamento. A zerésima, impressa antes do início da votação, comprova que não existem votos registrados; uma via fica afixada em local visível.
Na chegada, é necessário verificar se a pessoa está na seção correta e pedir documento oficial com foto. Para a identificação, a orientação é priorizar o CPF, quando conhecido. Na justificativa de ausência, deve ser informado o número do título eleitoral; o CPF não serve para esse procedimento.
Depois da conferência, o terminal do mesário libera a urna. Em caso de dificuldade, a equipe pode orientar, sem interferir na escolha. Celulares e outros equipamentos capazes de filmar, gravar ou transmitir imagens devem ficar desligados e sob guarda da mesa durante o voto, para proteger o sigilo.
Ao final, a equipe espera o atendimento de todas as pessoas que ainda estiverem na fila. Em seguida, encerra a urna, imprime o Boletim de Urna (BU) e fixa o documento na porta do local de votação. Partidos, federações, coligações, Ministério Público e fiscais podem pedir uma cópia, conforme as regras da Justiça Eleitoral. Depois, a mídia de resultado é encaminhada para a transmissão dos dados e a totalização dos votos da seção.
Entre as recomendações está ler em voz alta o número sequencial, o nome da eleitora ou do eleitor e a seção exibidos no terminal, conferindo os dados no caderno de votação. A próxima pessoa pode ser chamada enquanto a anterior conclui o voto. Quem votar com biometria não deve assinar o caderno.
A colinha é permitida, mas não pode ser preenchida na fila ou dentro da seção. No voto para o Senado, são duas vagas, destinadas a dois candidatos diferentes. As orientações estão no suplemento “10 dicas de ouro”, disponível na página Mesários, da Justiça Eleitoral.




