O advogado Luis Felipe Cunha, primeiro suplente de Sergio Moro no Senado e amigo pessoal do ex-juiz, doou R$ 500 mil à campanha do candidato do PL ao governo do Paraná. Ele é o maior financiador individual da disputa até aqui.
Os empresários Jefferson Melhim Abou Rejaile e Maurício Melhim Abou Rejaile aparecem na sequência, com R$ 100 mil cada, conforme os registros do sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Moro já arrecadou R$ 11,92 milhões para a campanha, dos quais R$ 7,89 milhões estão empenhados. O PL repassou R$ 10,8 milhões, o equivalente a 90,6% dos recursos obtidos. O dinheiro veio do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral.
Relação com Moro
Cunha é advogado em Curitiba e tem mestrado em Direito Econômico e Social pela PUC-PR. Em 2022, foi coordenador-executivo da campanha de Moro, que naquele momento pretendia disputar a Presidência da República.
O advogado também defendeu Moro em ações cíveis e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em um caso relacionado à homologação do acordo bilionário da Fundação Lava Jato. Ele ainda esteve envolvido em uma denúncia por abuso de poder econômico contra o ex-juiz nas eleições de 2022, posteriormente negada pela Justiça Eleitoral.
Por volta de 2017, o escritório de Cunha passou a defender a Petrobras em processos trabalhistas e relacionados a danos ambientais. A atuação não envolvia a área criminal.
Em 2022, uma empresa ligada a Cunha recebeu R$ 1 milhão do União Brasil, então partido de Moro. O pagamento foi feito em quatro parcelas de R$ 250 mil ao escritório Vosgerau & Cunha, por serviços de consulta jurídica.
Caso Moro seja eleito para chefiar o Palácio Iguaçu, Cunha assumirá a cadeira do ex-juiz no Senado.



