São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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STF marca sessão para decidir sobre relatório da PF envolvendo Moraes e Vorcaro

Plenário do Supremo analisará na terça-feira (15) relatório que aponta Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro.

STF marca sessão para decidir sobre relatório da PF envolvendo Moraes e Vorcaro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, convocou uma sessão extraordinária na terça-feira (15) para que o plenário analise o relatório da Polícia Federal que aponta Alexandre de Moraes como interlocutor de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e dono do Master.

Nas decisões assinadas nesta quarta (9), Fachin retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e suspendeu as determinações divergentes de André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal.

“É atribuição da presidência zelar para que o desempenho das funções jurisdicionais por todos os ministros seja realizado sem perturbações indevidas”, afirmou Fachin.

O presidente do STF também determinou a abertura de um procedimento para esclarecer nulidades apontadas pela Procuradoria-Geral da República. Todos os envolvidos, incluindo Moraes e Mendonça, deverão apresentar manifestações em até cinco dias úteis.

Medidas sobre a investigação e a PF

Até pelo menos a terça-feira, o andamento da investigação conduzida por Mendonça contra Moraes ficará suspenso. Fachin proibiu ainda procedimentos destinados a apurar integrantes do tribunal sem autorização prévia da presidência. Qualquer medida desse tipo deverá ser submetida a ele antes.

As decisões foram tomadas após Dino determinar a recondução de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Mendonça havia afastado Rodrigues na terça (8). No mesmo dia, Fachin tinha dado 72 horas para que o relator se manifestasse, mas Dino decidiu sobre o tema em outra ação.

Fachin analisou um pedido da Advocacia-Geral da União para reverter o afastamento do diretor-geral da PF. Já Dino respondeu a uma solicitação de Andrei Rodrigues em investigação sobre suspeitas de irregularidades em emendas relacionadas à produção do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.

Na sexta (4), Fachin defendeu o encerramento do inquérito das fake news, aberto em 2019 e sob relatoria de Moraes desde então, além da aprovação de um código de ética para o tribunal. No Palácio do Planalto, declarou que “não haverá precipitação, mas tampouco omissão” na solução do conflito.

O presidente do STF também afirmou que a resposta institucional seria firme, proporcional e rigorosa e citou como metas da gestão a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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