São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Moraes contesta mensagens com Vorcaro antes de julgamento no STF

Em defesa de 44 páginas, ministro afirma que não há mensagens suas com o banqueiro e questiona a investigação da Polícia Federal.

Moraes contesta mensagens com Vorcaro antes de julgamento no STF

Alexandre de Moraes afirmou, em uma defesa de 44 páginas, que as suspeitas sobre sua relação com Daniel Vorcaro são resultado de uma “farsa montada”. O documento foi entregue ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, antes do julgamento que decidirá se a investigação contra o ministro será aberta ou arquivada.

A sessão está marcada para as 10h desta terça-feira, 15. Moraes sustenta que a apuração foi feita sem pedido da Procuradoria-Geral da República e sem autorização do plenário do STF. Também classifica como ilegal e enviesado o relatório produzido pela Polícia Federal sob relatoria do ministro André Mendonça.

O ministro nega ter trocado mensagens com Vorcaro sobre a Operação Compliance e diz que não há registros de autoria sua nos dados extraídos do celular do banqueiro. “DIÁLOGOS FANTASIOSOS”, escreveu Moraes ao contestar a interpretação de textos encontrados no aparelho.

Contestação aos dados

Moraes argumenta que houve quebra da cadeia de custódia das provas e que o envio de uma cópia dos dados ao gabinete do relator permitiria a inclusão de arquivos falsos ou a alteração da interpretação do material. Mendonça informou à presidência do STF que recebeu da Polícia Federal uma cópia de segurança dos dados, entregue em março. O arquivo original permanece sob custódia da corporação em Brasília.

Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Moraes também requisitaram acesso aos dados brutos, encaminhados pela Polícia Federal aos respectivos gabinetes.

A defesa ainda rejeita as suspeitas relacionadas a pedidos de Vorcaro para que Moraes atuasse junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Também foram citados um contrato de R$ 131 milhões entre Viviane Barci de Moraes e Vorcaro, conversas sobre uma possível saída do banqueiro do País, cobranças ligadas ao escritório Barci de Moraes e cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para os filhos do ministro.

Caso Nabas

Moraes usou o caso do perito criminal João Cláudio Nabas para questionar a atuação de Mendonça. A Polícia Federal informou ter identificado no celular de Vorcaro arquivos intitulados “Moraes.pdf” e “Toffoli e esposa.pdf”. Nabas foi alvo de busca e apreensão por suspeita de violação de sigilo funcional e depois foi afastado de suas funções.

Segundo Moraes, Mendonça já tinha conhecimento formal da presença de seu nome no material apreendido, mas não encaminhou o caso ao plenário do STF. O ministro também acusou o relator de ter direcionado a investigação por motivos político-eleitorais e de favorecer um grupo político nas eleições de outubro de 2026.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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