São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Sérgio Renault defende pacto entre Poderes para reorganizar o STF

Ex-secretário da reforma de 2004 diz que a Corte enfrenta polarização e que mudanças não devem ser discutidas durante o processo eleitoral.

Sérgio Renault defende pacto entre Poderes para reorganizar o STF

O advogado Sérgio Renault defende uma reorganização do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de um pacto nacional entre os Três Poderes. Ex-secretário da reforma do Judiciário aprovada em 2004, ele afirma que a situação atual da Corte exige mudanças, mas avalia que o debate não deve ocorrer durante o processo eleitoral.

Renault disse que o STF se tornou um problema institucional para o país, embora mantenha a avaliação de que as principais falhas do sistema de Justiça estão relacionadas à demora dos processos e à falta de previsibilidade das decisões. “Nunca vivemos uma situação tão dramática como essa no STF”, afirmou.

Mudanças dependem de acordo político

Na avaliação do advogado, o Supremo foi atingido pela polarização política brasileira e precisa de um “freio de arrumação”. Ele considera que a discussão deve ocorrer após as eleições, quando poderá haver uma situação política capaz de reunir os Poderes em torno de um acordo nacional.

Renault afirmou que o momento atual é inadequado para discutir a reforma porque faltam 15 dias para a eleição. Também disse que o processo vivido pelo STF poderá deixar sequelas e dificultar a construção de uma saída.

Para ele, a reforma será necessária independentemente de quem for eleito. Entre os pontos que deverão entrar no debate, citou a ausência de mandato para os ministros, o modelo de escolha dos integrantes da Corte e a falta de controle sobre o Supremo.

Reforma de 2004

Renault participou do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando a reforma aprovada em 2004 avançou. Segundo ele, havia naquele momento condições políticas diferentes e Lula tratou a mudança como uma prioridade nacional.

A criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) gerou disputa durante a tramitação. O advogado atribuiu o avanço da proposta à atuação do presidente e das lideranças do Judiciário e do Legislativo. O então presidente do Supremo, ministro Nelson Jobim, também teria apoiado a discussão.

Renault avalia que a reforma atual dependerá de um pacto republicano envolvendo todos os Poderes. Embora reconheça a polarização, disse ter esperança de que exista um consenso sobre a necessidade de rever o funcionamento do STF.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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