O candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, defendeu a adoção de uma agenda fiscal durante a transição de governo e a redução da influência do Centrão no Congresso Nacional. As declarações foram feitas em evento na Amcham nesta quinta-feira, 10.
Santos citou uma proposta de emenda à Constituição de Rodrigo Júlio Lopes, do Novo. Segundo o candidato, o texto prevê uma economia de R$ 3,3 trilhões em dez anos. Ele também afirmou que a queda da taxa Selic poderia gerar uma economia de cinquenta bilhões por ano a cada ponto percentual de redução.
O presidenciável disse que as regras fiscais acabam sendo descumpridas por quem as cria e defendeu uma nova norma para o tema. Ao comentar o governo de Jair Bolsonaro, afirmou que o teto de gastos foi destruído pela equipe de Paulo Guedes.
Na avaliação de Santos, o Centrão cria dificuldades para negociar facilidades e concentra obstáculos à realização de mudanças no país. Ele associou o grupo ao Congresso Nacional, que definiu como um sistema de amortecimento para decisões modernizantes.
O candidato defendeu o uso de “todas as ferramentas” disponíveis para aprovar uma reforma fiscal e alterar leis penais. A estratégia, segundo ele, permitiria obter resultados políticos no enfrentamento ao crime e acumular força para modificar o modelo de emendas parlamentares, que apontou como uma das bases do poder do Centrão.
Santos também relacionou a atual crise no Supremo Tribunal Federal ao Centrão. Para ele, o STF passou a representar um problema a partir dos anos 2010 por responder a uma questão originada no grupo político.



