SALVADOR — A Federação PSOL-Rede pediu ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados a cassação do mandato de Mario Frias (PL-SP). A representação acusa o deputado de quebra de decoro parlamentar em razão de suspeitas sobre emendas e movimentações financeiras relacionadas à produtora do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
O documento foi assinado pelas direções da federação e pela bancada federal. Segundo a representação, Frias destinou R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora Karina Gama. O texto também registra a transferência de R$ 645,4 mil em recursos pessoais do deputado para a produtora em menos de 60 dias.
A federação solicitou a abertura de processo disciplinar e o acesso aos documentos das investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “O padrão de aferição é o decoro, não o tipo penal”, afirma o documento.
Frias foi alvo de buscas da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira, 10. A apuração envolve suspeitas de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, organização criminosa, fraude em contratação e falsidade documental. O deputado chamou a operação de “cortina de fumaça”, afirmou que coopera com as autoridades e disse que apresentará documentos para provar sua inocência.



