São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Dino aponta possível liderança de Mario Frias em investigação sobre desvios

Decisão do STF retirou o sigilo de documentos e reuniu investigações sobre desvio e ocultação de verbas públicas.

'Dark Horse': ao retirar sigilo de investigação, Dino cita suspeita de que Frias liderou esquema criminoso de desvios
Foto: Reprodução

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que investigações reúnem indícios de que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) pode ter ocupado posição de liderança em um esquema de desvio de recursos públicos.

A declaração consta de decisão deste domingo (13), que retirou o sigilo de documentos enviados pela Justiça do Estado de São Paulo e concentrou sob a relatoria de Dino inquéritos sobre possível desvio e ocultação de verbas. A apuração envolve recursos federais de emendas parlamentares e verbas municipais previstas em termos firmados com a Prefeitura de São Paulo.

No despacho, Dino registrou que a investigação atribui hipoteticamente a Frias um papel central na estrutura investigada. A Polícia Federal sustenta que os casos não são esquemas independentes, mas fazem parte de um único contexto para captar, movimentar e ocultar recursos públicos.

Fluxo entre empresas e entidades

Segundo as representações da PF reproduzidas na decisão, a Complexsys Soluções Integradas Ltda. recebeu repasses diretos de Frias para executar projetos financiados com dinheiro público por meio do Instituto Conhecer Brasil (ICB). A empresa também devolvia valores ao ICB e transferia quantias à Academia Nacional de Cultura (ANC), administrada pela mesma empresária responsável pelo instituto, Karina Ferreira da Gama.

A PF classificou esse fluxo como um “circuito financeiro fechado”. Para os investigadores, a circulação entre o parlamentar, a entidade executora, a empresa contratada e outra organização beneficiária não seria compatível com relações comerciais independentes e justificadas.

A decisão também menciona transferências feitas por Mário Frias à Go Up Entertainment Ltda., pertencente a Karina Gama, em valores incompatíveis com os rendimentos declarados e com as receitas habituais das contas do deputado. Para a PF, isso indicaria participação ativa na movimentação financeira investigada, e não apenas a autoria das emendas posteriormente desviadas.

A Operação Wi-Fi, da Polícia Civil de São Paulo, apontou ainda confusão patrimonial. O ICB, a Go Up Entertainment e a G07 Assessoria tinham o mesmo endereço comercial na Avenida Paulista. Peritos e delegados identificaram faturas emitidas em sequência na mesma data, com vencimentos idênticos, sem comprovação dos serviços subcontratados, além de notas fiscais de R$ 2 milhões canceladas após a emissão.

Na última quinta-feira (10), Frias chamou a operação policial de “cortina de fumaça”, negou irregularidades, disse estar disponível para entregar documentos e afirmou confiar no arquivamento do processo.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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