São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Mendonça afasta chefes da PF, e presidenciáveis reagem à decisão

Andrei Rodrigues e Leandro Almada foram afastados preventivamente; medida foi apoiada por Flávio Bolsonaro, Caiado, Renan Santos e Zema.

Mendonça afasta chefes da PF, e presidenciáveis reagem à decisão

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça determinou, na manhã desta terça-feira (8), o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Leandro Almada, diretor de Inteligência da instituição.

A decisão recebeu os votos favoráveis de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques em sessão extraordinária virtual da Segunda Turma do Supremo. Gilmar Mendes pediu mais tempo para analisar o caso, enquanto Dias Toffoli ainda não havia votado.

Mendonça também determinou que a Corregedoria da Polícia Federal abra investigações penais e administrativo-disciplinares sobre “graves fatos identificados” na elaboração de relatórios de inteligência. A medida foi tomada depois de uma petição do Partido Novo.

Flávio Bolsonaro comemorou o afastamento nas redes sociais e relacionou os integrantes retirados dos cargos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Que a honrosa e gloriosa Polícia Federal volte a ter autonomia para ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula”, escreveu o senador.

A equipe de campanha de Flávio, em nota assinada pelo coordenador e senador Rogério Marinho (PL - RN), classificou a decisão como um passo para a retomada da normalidade institucional. O grupo também afirmou ter pedido ao presidente da República o afastamento de Andrei Rodrigues por suspeitas de interferência em apurações ligadas a Daniel Vorcaro.

Ronaldo Caiado elogiou a decisão após visitar as instalações do Laboratório Sirius, em Campinas. Ele criticou a atuação de agentes da PF junto ao Supremo e defendeu transparência nas apurações relacionadas ao Banco Master. Caiado cobrou explicações de Lula e Flávio Bolsonaro sobre supostos vínculos com Daniel Vorcaro.

Renan Santos afirmou que o afastamento deve ser examinado sem distinção entre os envolvidos e criticou grupos ligados a Bolsonaro e Lula. Romeu Zema também apoiou a medida. Filiado ao Novo, disse que o partido está ao lado de Mendonça na ação contra os chamados “intocáveis de Brasília”.

Lula e Augusto Cury não se manifestaram sobre a decisão.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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