São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Mendonça aponta abuso e interferência de Moraes em investigação no STF

Ministro afirma que relatórios da PF foram solicitados para incriminá-lo e questiona a inclusão de seu nome em inquérito.

Mendonça aponta abuso e interferência de Moraes em investigação no STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que Alexandre de Moraes cometeu abuso de autoridade e direcionou uma investigação ao requisitar relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) contra ele. Mendonça é relator do caso Master.

A manifestação foi enviada nesta terça-feira (22) ao presidente do STF, Edson Fachin, no último dia do prazo para a defesa de Mendonça. O documento integra o processo aberto por Fachin depois que Moraes divulgou um relatório de inteligência da PF com conjecturas sobre a condução da Operação Compliance Zero.

A operação investiga corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias atribuídas, em tese, ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master. Conforme a defesa de Mendonça, o relatório não tem data nem assinatura, não apresenta o timbre da PF e faz parte de um conjunto de cinco documentos enviados pela corporação a Moraes.

Mendonça também disse que Moraes não explicou como tomou conhecimento dos relatórios. Para ele, seu nome foi incluído no Inquérito das Fake News sem suspeita anterior e houve usurpação da competência do plenário para investigar ministros do Supremo.

Na manifestação, Mendonça classificou o episódio como “evidente denunciação caluniosa e abuso de autoridade” e também mencionou a realização de atividade ilícita da Polícia Federal na tentativa de intimidar e obstruir a Justiça.

A crise entre os ministros começou em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Operação Compliance Zero. O documento registra que Vorcaro enviou 52 mensagens a Moraes entre 2023 e 17 de novembro de 2025, data da prisão do ex-banqueiro.

As mensagens indicariam proximidade entre os dois e citariam um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Em outro momento, Vorcaro teria buscado informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. As mensagens foram extraídas do celular apreendido, mas os investigadores informaram que as respostas do interlocutor não puderam ser recuperadas.

Moraes afirmou que a investigação da PF relatada por Mendonça foi “inconstitucional e ilegal” e encaminhou os relatórios a Fachin.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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