A Polícia Federal prendeu em flagrante Wilker Leão, candidato a deputado federal pelo Novo, após ele depredar pinturas no muro do Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB). De acordo com a universidade, Leão estava acompanhado de apoiadores, que teriam agredido estudantes durante o episódio.
A UnB informou que acionou o protocolo de segurança previsto para situações desse tipo e que adotará medidas administrativas e jurídicas para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos. A instituição também declarou solidariedade aos estudantes agredidos e disse que prestará apoio às pessoas prejudicadas.
Em nota de repúdio, a universidade classificou o episódio como um ato de violência e depredação de patrimônio público. A UnB também associou o ataque a “métodos adotados pela extrema-direita”, afirmando que essas práticas são ilegais e “só se viabilizam na impossibilidade do debate qualificado”.
Histórico de conflitos
Leão foi expulso da UnB, onde cursava História, depois de um processo disciplinar. A punição ocorreu porque ele gravava professores e alunos sem consentimento com o objetivo de ridicularizá-los, segundo a universidade.
Em abril, ele e outros militantes de direita convocaram um ato no campus que estimulava violência contra estudantes. A convocação mencionava expressões como “trocar porrada com os vermes” e “porrada nos comunistas”.
No episódio mais recente, Leão retornou ao campus para pintar de branco o muro do Instituto de Artes, destruindo trabalhos feitos por alunos. A UnB afirmou que seguirá na defesa de sua comunidade, de seus espaços e da convivência democrática.




