São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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PF convoca Galípolo, Campos Neto e Esteves como testemunhas no caso Master

Intimações foram determinadas em 3 de agosto, no inquérito sobre suspeitas envolvendo servidores do Banco Central e Daniel Vorcaro.

PF convoca Galípolo, Campos Neto e Esteves como testemunhas no caso Master

A Polícia Federal determinou a intimação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, do ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto e do dono do BTG Pactual, André Esteves, para prestarem depoimento como testemunhas no inquérito sobre a fiscalização do Banco Master.

Os investigadores também decidiram ouvir novamente Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central. Como testemunhas, os convocados terão a obrigação de falar a verdade sobre os fatos.

As intimações foram determinadas em 3 de agosto. Os depoimentos ainda não foram realizados porque havia outros interrogatórios previstos no mesmo caso. Daniel Vorcaro, banqueiro investigado, prestou depoimento em 28 de agosto.

Relatos no inquérito

A decisão de ouvir Galípolo, Campos Neto e Esteves ocorreu depois de Paulo Sérgio Souza, ex-diretor do Banco Central, mencionar os três em seu depoimento. Souza negou ter recebido propina de Vorcaro para repassar informações sigilosas ao dono do Master. Belline Santana e Paulo Sérgio Souza também negam favorecimento indevido ou envolvimento em irregularidades.

Souza afirmou que Galípolo resistiu a enviar ao Ministério Público Federal uma comunicação de crime relacionada às suspeitas sobre a venda do Master ao Banco de Brasília (BRB). Segundo o depoimento, houve duas reuniões entre os dois sobre o assunto.

Na primeira, realizada por volta do final de fevereiro ou início de março de 2024, Galípolo teria pedido um voto de confiança para a solução envolvendo o BRB. Na segunda, no final de junho, Souza relatou que o presidente do BC disse que não faria a comunicação por gestão temerária, pois havia recebido internamente a informação de que existia fraude na carteira.

Souza também disse que, durante a sabatina de Galípolo para a presidência do BC no Senado, recebeu de Aquino a orientação de “jogar parado”.

Outro episódio citado envolve o BTG Pactual e Campos Neto. De acordo com Souza, Aquino informou em novembro de 2024 que o BTG havia encerrado uma due diligence no Master e identificado uma fraude de R$ 32 bilhões. A comunicação teria sido feita por telefone em 29 de novembro, e uma apresentação ocorreu em 3 de dezembro de 2024, com a presença de Campos Neto. Segundo o depoimento, o BTG não entregou documentação na reunião.

A defesa de Campos Neto afirmou que ainda não havia recebido a intimação e criticou o vazamento da informação. O BTG disse que não comentaria, e o Banco Central não retornou o contato.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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