São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Defesa de Campos Neto contesta intimação em investigação sobre Banco Master

Ex-presidente do BC diz que não foi notificado; Galípolo, Esteves e Ailton de Aquino também foram chamados pela PF como testemunhas.

Defesa de Campos Neto contesta intimação em investigação sobre Banco Master

A defesa de Roberto Campos Neto afirmou que o ex-presidente do Banco Central não foi intimado nem tinha conhecimento de um despacho que determinaria seu depoimento à Polícia Federal. Os advogados também questionaram a divulgação da informação sem acesso ao documento.

A PF convocou Campos Neto, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, o banqueiro André Esteves e o diretor de Fiscalização da autoridade monetária, Ailton de Aquino, para prestar depoimento como testemunhas no inquérito sobre a fiscalização do Banco Master, de Daniel Vorcaro. As audiências serão feitas por videoconferência, mas o documento não informa as datas.

As intimações foram expedidas no início de agosto. O Banco Master foi liquidado em novembro de 2025. O inquérito apura a atuação de ex-servidores do BC em favor dos interesses de Vorcaro dentro da instituição, incluindo o repasse de informações sobre a fiscalização do banco.

“Sem acesso ao documento, a defesa não tem como confirmar sua existência, autenticidade ou teor”, disseram os advogados de Campos Neto. A manifestação também afirma que, caso exista uma determinação para ouvi-lo, é lamentável que o conteúdo tenha sido divulgado.

O BTG informou que não irá se manifestar. O banco de Esteves teria identificado uma fraude de R$ 32 bilhões no Master depois de encerrar uma due diligence, segundo as informações citadas no caso.

Investigação sobre ex-servidores

As apurações envolvem Belline Santana, ex-chefe de Supervisão Bancária do BC, e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização. Segundo o inquérito, os dois teriam atuado em favor de Vorcaro. As defesas negam medidas de favorecimento ao ex-banqueiro.

Ailton de Aquino já prestou depoimento à PF em maio deste ano. Na ocasião, afirmou que os dois ex-integrantes da cúpula do BC participaram de reuniões com a corporação sobre o caso antes de se tornarem alvos de suspeição. Aquino também relatou um ambiente hostil na decisão sobre o futuro do banco, com vazamentos de informações, e disse que ele e Galípolo já haviam decidido pela liquidação.

Texto produzido pela Redação Ponto do Mercado com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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